Sunday, August 16, 2015

É assim o amor ou a paixão?

Tirando a virgindade de um
homem de 60 anos

Historia real e local.













Outro dia recebi um comentário em um dos relatos que fiz, dizendo que eu era vulgar. Na verdade eu sou mesmo e gosto disso, então devo entender a crítica como elogio. O relato de hoje trata da transa mais intensa que eu já tive e não recomendo a leitura à pessoas que se ofendem com sexo vulgar. Este será exatamente o caso e devo dizer que não me arrependo nem um pouco de ter tido esta experiência. Não pretendo repeti-la, mas gostei. Se você não gosta de sexo barra pesada, sugiro que procure outro relato para ler.

Isto aconteceu quando eu tinha uns trinta anos. Na época eu era casado com uma mulher que não sabia que eu era bissexual. Eu era um cara bem alto (1,86) e relativamente magro (80 Kg), pernas grossas e peludas e uma bunda que, modéstia aparte era deliciosa. Bem redonda, grande, com poucos pelos. Meu pau tem uns 21 cm mas é bem grosso.

O Ano era 1992 eu trabalhava em uma empresa bem grande. Costumava ir cedo pra casa e raramente fazia hora extra. Meu chefe era uma cara de estatura média (1,75), cabelos brancos (cerca de 60 anos) e um corpo impressionante. Par falar a verdade, até aquela época eu nem pensava em fazer sexo com homens de cabelos brancos. Mas uma vez aconteceu um lance que me fez desejar meu chefe.

Antes de contar, acho que é preciso falar um pouco da personalidade daquele homem. Vamos chamá-lo de Valter. Tratava-se do mais completo ergomaníaco (viciado em trabalho). Chegava todos dias muito cedo e não ia embora antes das 10 horas da noite. Além de trabalhar muito, era competente e profundamente rigoroso com os empregados. No meu caso, de vez em quando havia uma bronca por atraso ou outro coisa qualquer, mas de uma maneira geral, eu gostava mais dele do que os outros. A maioria do pessoal odiava o Valter.

O que me fez ficar com tesão por este homem foi uma vez em que nós estávamos ajustando um equipamento juntos. Estávamos os dois abaixados. Ele agachado ao lado do equipamento e eu deitado sob aquela máquina. Na posição em que estávamos dava pra ver quem andasse no andar de cima do galpão. Quando estávamos os dois abaixados, a Lúcia começou a descer as escadas e ficou parada no meio da escada, conversando com a Raquel. Na posição que nós estávamos, tínhamos a mais completa visão da calcinha da Lúcia. Era impossível não olhar aquela mulher deliciosa. Inicialmente eu olhei disfarçadamente, mas depois eu percebi que ele também estava olhando. Ficamos os dois numa espécie de cumplicidade olhando quietos aquela cena maravilhosa que durou alguns minutos.

Depois que a Lúcia foi embora, nós nos olhamos e sorrimos e eu disse:

• Pô, eu sabia que a Lúcia é gostosa, mas é demais!
• É – ele respondeu – eu fiquei de pau duro e apertou o pau por cima da calça.

Eu também estava de pau duro por causa da Lúcia. Mas a partir daquele momento minha atenção tinha mudado para o pau do Valter. O pau dele era grande e gostoso, mesmo com a calça era possível imaginar aquela pica. Tive que me controlar pra não dar bandeira. É claro que eu nem imaginava que algum dia aquele homem absurdamente sério e completamente másculo poderia transar comigo. Minha atenção na pica dele se devia mais a vontade de ter uma lembrança pra bater punheta mais tarde.

Depois deste dia, eu passei a prestar atenção no Valter. Vi que ele tinha coxas grossas e uma bunda gostosa. Vi que ele era muito peludo e tinha cabelos grisalhos no peito. Os cabelos da cabeça eram completamente brancos.

Com o passar do tempo eu passei a fazer mais horas extras e era sempre voluntário quando ele queria alguém para ficar até mais tarde. Não tinha um real intenção de transar com ele, mas achava gostosa a sensação de ficar sozinho com ele no escritório.
Cada vez que ficávamos até tarde, íamos ficando mais amigos e nossa relação de amizade foi crescendo. Na frente do restante do pessoal, o Valter ainda mantinha uma fleima de chefão durão, mas quando estávamos só nós dois, havia um clima de cordialidade muito agradável e nós passamos a conversar sobre quase tudo enquanto trabalhávamos.

Uma certa noite, depois de meses desejando aquele homem nós acabamos transando, eu vou tentar me lembrar aproximadamente como foi.

No meio das muitas conversas que costumávamos ter, eu disse, talvez com alguma intenção subliminar:
• Quando você era jovem, certamente não tinha essa quantidade de gay que tem hoje em dia né?
• Ihhh! Rapaz. Tinha viado pra caramba. Sempre teve muito. É que antigamente era mais escondido.
• Mas naquele tempo só chamava de gay quem era passivo não é?
• Bom, agente não falava gay, falava viado mesmo, mas isso é verdade. Tinha sempre uns caras que davam ou chupavam e toda a molecada costumava comer os veadinhos.
• Todo mundo???
• É! Lembra que naquele tempo as menininhas não iam dando fácil que nem hoje. Se a gente queria comer, tinha que se satisfazer numa bichinha.
• Você chegou a comer algum viado?
• Vichsss! – Comi um montão. Eu não deixava passar nenhum. Oferecia eu já ia comendo. – Você nunca comeu viado?
• Quando eu era garoto, já era meio diferente. Acho que ainda tinha um pouco desse negócio de só quem dá é que é viado. Mas quem comia também acabava não contando pra ninguém.
• Então você nunca comeu um viado? – não sabe o que ta perdendo.
• Uai! – perdendo o quê?
• É gostoso comer mulher. Mas quando elas dão, as vezes tão pensando em casamento, em namoro e de vez em quando são meio reguladas. Não dão tudo. Viado não. quando o cara ta a fim de dar, ele dá tudo e fica fazendo tudo que você quer. Você nunca nem deu umas alisadas na bunda dos viadinhos na escola?
• Já. Isso eu já fiz.
• E você não achou gostoso?
• Na verdade Valter. Na minha rua tinha uma brincadeira de um passar a mão na bunda do outro. Primeiro era a vez de um, depois era o outro.
• Você deixava outros garotos passarem a mão na sua bunda.
• Olha lá em Valter! Isso era coisa de criança. Não vai contar pra ninguém.
• Pode deixar. Mas eu to meio curioso. Como é que vocês faziam.
• Na minha rua, quase todo mundo brincava disso. Depois do jogo de bola, geralmente a gente ia na casa de um cara chamado Laurindo e ficava de quatro. Aí a galera vinha, e cada um dava uma alisada na bunda.
• O time inteiro?
• É! – cada um tinha a sua vez de ficar de quatro e ninguém podia dizer que passou a mão e não levou também
• Você ficava de quatro de vez em quando?
• Ficava ué! – todo mundo ficava.
• Você gostava?
• Claro! E você não gostava de comer os viadinhos?
• Eu gostava, mas isso é diferente.
• É nada Valter. Na minha geração rolava muito troca-troca.
• Na minha também tinha, mas eu nunca fiz isso.
• Eu fiz. Na minha geração era mais comum.
• Vai me dizer que todo mundo fazia troca-troca?
• Não sei, mas tinha muita gente que fazia.
• Você chegou a deixar alguém te penetrar?
• Ué! Isso é que é troca-troca. Quem come depois tem que dar.
• Ah! Meu chapa isso é muito estranho
• Você não faz mais isso?
• Troca-troca?
• É – transar com outros homens.

Nesse momento eu fiquei em silêncio. Eu não tinha certeza se poderia perder o emprego ou até coisa pior. Mas eu decidi arriscar. Acho que eu nunca tinha sentido tanto medo na minha vida.

• Faço sim. Até hoje eu ainda faço sexo com outros homens. Eu sou viado.

Ele ficou quieto por algum tempo, enquanto eu estava de cabeça baixa, arrependido de ter me aberto daquele jeito para o meu próprio chefe.

• Se você quiser eu peço a conta. Mas não conta pra ninguém,por favor.
• Não, o seu comportamento sexual é problema seu. Não precisa se preocupar eu não conto pra ninguém e nem precisa pedir a conta.
• Obrigado Valter.
• Porque você me confessou isso?
• Ora! Porque uma pessoa confessa seus segredos. Eu tenho certeza que você sabe.
• Não, Não sei. Não é possível que um cara de trinta anos esteja querendo transar com um outro sujeito de sessenta.
• Valter, desde aquela vez que você me mostrou o seu pau duro, quando agente viu a calcinha da Lúcia eu não consigo pensar em outra coisa.
• Você sabe que eu não sou viado né?
• Sei, mas agora eu sei que você come viados. Se você me comer, eu prometo que faço tudo que você quiser. – Você lembra que você gostava de comer os viadinhos? – Pois é, eu sou muito mais desinibido que qualquer cara que você já comeu.
• Você faz tudo mesmo? Olha que eu já tenho muita estrada e tenho fantasias que ninguém quer realizar. Você faz tudo mesmo?
• Faço. É só pedir.
• Então vem cá.

Naquele momento eu abri um sorriso, que era inevitável de tanta felicidade. Levantei-me e fui até a mesa dele.

• Entra embaixo da mesa e fica me chupando

Ele afastou a cadeira e eu me alojei embaixo da mesa, de joelhos. Depois que ele retornou a cadeira ao lugar, eu coloquei a mão sobre o pau dele. Estava duro como pedra. Eu fiquei acariciando um pouco aquela pica e dava beijos por cima da calça.

• Vai. pode ir abrindo o zíper e chupando – ele disse

Não tive dúvidas, abri imediatamente o zíper da calça dele, desafivelei o cinto e abri a calça. Ele estava usando uma cueca samba-canção branca com botões. Já era possível ver o pau duro através da leve transparência da cueca. Não resisti e ainda esfreguei meu rosto na pica dele por cima da cueca, lambi e comecei a desabotoar a samba canção até que pude ver o cacete dele. Puxei para fora e caí de boca.

O pau dele era muito grosso e eu nunca tinha visto um pau com tantas veias. Aquela rola era surpreendentemente escura em contraste com a pele clara dele e a glande era um pouco mais clara, mas estava brilhando de tão dura. No orifício eu pude ver um pouco de gosma.

• Nossa – eu disse – já tem uma pouco de porra no seu pau!

Não esperei qualquer resposta e lambi aquela pouca gosma que estava na cabeça do pau dele. Imediatamente comecei a engolir a glande e acariciá-la com a língua para depois ir aprofundando a boca e começar a subis descer devagar. Tirando as vezes a rola para fora da boca, para em seguida afundá-la até quase na garganta, então ouvi ele dizendo:

• Vai. isso ta gostoso. Chupa, bicha.

Ouvi derrepente ele pegando o telefone e parei um pouco a chupada.

• Continua! Eu não mandei parar

Abocanhei a pica e continuei chupando. Enquanto ia ouvindo ele discando o telefone. Depois de algum tempo ouvi ele dizendo.
• Chama a sua vó que eu quero falar com ela – depois de algum tempo
• Oi Vera! Teve um problema aqui e eu acho que hoje eu vou voltar só de madrugada.

Ele ia falando e eu ficava chupando aquela rola gostosa, encantado por ouvir ele conversando com a mulher dele enquanto eu chupava. Depois que ele desligou, me mandou sair debaixo da mesa. Eu obedeci.

• Abaixa as calças – eu tirei rapidamente as calças e virei a bunda pra ele.

Senti a mão dele apertando as minhas nádegas com força e depois as duas mão estavam segurando a minha cintura. Arrebitei a bunda o máximo que eu consegui, até sentir o volume da pica dele sobre o meu rego.

• Liga pra sua mulher
• Não precisa, quando eu chego mais tarde ela sabe que eu estou trabalhando e se ela tiver alguma dúvida é só ligar pra cá.
• Liga pra ela. Você disse que ia fazer tudo que eu quisesse.

Percebi que aquela era uma fantasia dele, ele queria me ouvir falando com a minha mulher enquanto eu dava pra ele. Acho que não gostei muito daquilo, mas obedeci.

Liguei rapidamente para minha esposa e disse pra ela que ia chegar muito tarde, enquanto isso ele ficava enfiando o dedo no meu cu. Se a conversa com a minha esposa era meio estranha, a dedada foi uma delícia. Eu me esforçava ao máximo para arrebitar o rabo pra ele. E ele enfiou calmamente um dedo, depois dois e finalmente três dedos no meu cu.

È preciso saber que isto estava acontecendo por volta da dez da noite e não havia mais ninguém no prédio. Sabíamos que exatamente as dez, o guarda trancava a porta do prédio e isso já havia acontecido. Então ele me mandou tirar toda a roupa, e ao mesmo tempo abotoou a própria calça. Obedeci e nem comentei. Já tinha percebido que ele adorava dar ordens e eu, embora não tivesse um barato tão grande em obedecer, estava louco de desejo e queria realmente satisfazer qualquer fantasia dele.

Ele me mandou ir para o corredor e isso me deixou um pouco assustado, afinal as janelas do corredor não tinham persianas e alguém do lado de fora poderia me ver nu, junto com o Valter.

• Isso é perigoso, Valter. Alguém pode ver
• Um pouco de perigo faz bem.

Não discuti mais. Fui para o corredor e de lá pude ver todo o pátio de caminhões da empresa. Haviam pessoas andando lá perto da portaria, mas a distância era muito grande para que pudessem perceber que eu estava nu. Eu sentia o perigo da situação, mas aquilo me dava ainda mais tesão. Fui até perto da janela, vi que não tinha nenhum guarda no pátio em frente ao prédio administrativo e debrucei-me de modo a empinar a bunda para o meu macho. Ele novamente enfiou os dedos no meu cu, mas desta vez não foi preciso fazer devagar, os três dedos entraram logo de cara.

• Eu não não vejo a hora de dar o cu pra você. Seu pau é maravilhoso

Ele tirou o dedo do meu cu e me deu um leve tapa na bunda.

• Vai minha lindinha, vai pro banheiro

Foi a primeira vez que ele foi carinhoso comigo. Eu adorei

Eu fui andando na frente e ele veio logo atrás, acariciando a minha bunda enquanto eu andava. Eu aproveitava para andar sinuosamente, rebolando a maneira dos travestis. Entramos no banheiro e ele me mandou abrir o zíper dele e chupar. Obedeci. Depois ele tirou a própria roupa e ficou inteiramente nu, ele tirou as roupas enquanto eu chupava, mas eu não parei.

Depois que ele estava nu, afastei-me um pouco para olhar melhor o corpo dele. Era lindo, coxas grossas, peludas. Segurei-o pela cintura e voltei a chupar. Ele segurava meus cabelos e guiava o vai e vem da minha boca no pau. Eu estava ajoelhado, embaixo de um dos chuveiros (o banheiro era também um vestiário).

• Fica de quatro, eu quero comer seu cu.

Virei-me e coloquei as mãos no chão. Ele aproximou-se e começou a lamber o meu cu e eu ficava rebolando na língua dele.

• Ai Valter! Que delícia, como eu queria que você soubesse que eu sou gay.
• Daqui pra frente você vai poder levar rola sempre que quiser.
• Isso! Ai! Lambe. Enfia a língua. Deixa o meu cu bem molhadinho pra caber essa rola enorme.
• Você gosta de pica grossa?
• Adoro.
• Então eu vou te fuder.
• Fode. Fode que eu gosto. Mete até o fudo vai! enfia já que eu não to aguntando de vontade.

Senti quando a língua dele se afastou e as duas mãos seguraram minha cintura. Senti o peso dele se apoiando em mim para poder ficar ajoelha por trás. Senti a rola ainda molhada da minha saliva encostando no meu cu.

• Seu cu é muito apertado?
• Não Valter! Eu sou viado desde criança, já levei muita rola.
• Não parece quando a gente ta só trabalhando
• E agora? Parece que eu sou gay.
• Pô se parece. Eu nunca pensei que alguém pudesse sentir tanto prazer em dar o rabo.

Eu sabia que estava me arriscando sem camisinha, mas ele não iria usar camisinha mesmo. Mais tarde eu fiquei sabendo que ele era fiel a sua esposa nos últimos 20 anos, e que eu era o primeiro caso dele neste tempo todo.

• Enfia vai! enfia com tudo!
• Toma! Leva rola! É isso que você quer?

Senti aquela rola enorme entrar toda de uma vez. Deu só uma enroscadinha e doeu um pouco, mas depois entrou fácil. Nada como ser acostumado.

Enquanto ele me fodia, eu sentia as suas mãos na minha cintura. Senti que ele deixou io corpo todo parado e ficava me puxando pra frente e pra trás. Só o meu corpo é que se mexia, entrando e saindo daquela pica. Dei muito gostoso.

Quando o movimento começou a ficar mais intenso e rápido e quando eu já estava esperando a gozada no cu, ele tirou derrepente.

• Eu ainda não quero gozar – ele disse
• Ta bom! Me diz o que você quer, que eu faço.
• Lambe o meu cu

Aquela foi a maior surpresa que eu tive aquela noite, e uma das maiores da minha vida. Eu sei que parece normal que um cara normalmente ativo queira sentir um pouco do prazer passivo, eu mesmo já tinha vivido essa experiência outras vezes.

Mas, com o Valter era diferente. Ele não era apenas macho, ele era um cara sério. Ele me comia com tanta autoridade que nem me passava pela cabeça, sequer tentar passar a mão na bunda dele. Mas a verdade é que quando ele me pediu para lamber o cu dele, eu adorei.

Imediatamente eu virei ele de quatro pra mim e não perdi tempo, enterrei a língua com toda a força no cu dele. Fiquei lambendo o cu e enfiando a língua o mais fundo que eu conseguia e sem tirar a língua aproximei meu dedo do cu dele e enfiei de uma vez. Enfiei dois e depois três. Lambuzei meu próprio pau de saliva e encostei na porta do cu dele. Ele não disse nada. Enfiei devagar.

• Nossa! Ta doendo pra caramba. Vai devagar.
• Você nunca deu antes?
• Não. Vai devagar comigo que é minha primeira vez.

Aliviei um pouco, mas não tirei tudo. Fui enfiando lentamente outra vez, até que eu consegui meter inteiro. Depois comecei a fazer um tira-põe bem devagar no cu dele e então ajudei ele a se erguer um pouco e colocar as mãos na parede. Fiquei metendo por trás e comecei a bater uma punheta pra ele. No começo o pau estava meia bomba (acho que foi por causa da dor) depois o pau começou a endurecer outra vez. Nem bem eu tinha começado e ele disse:

• Ai que gostoso! Eu vou gozar com o seu pau no meu cú.
• Goza meu gostoso. Eu to adorando te fuder. Vai goza!

Senti o pau dele ficando absurdamente duro na minha mão e coloquei a mão esquerda na frente da cabeça do pau dele. A porra saiu forte e em grande quantidade, encheu a palma da minha mão. Assim que ele tinha acabado de gozar, tirei o pau do rabo dele e mostrei a minha mão cheia de porra. O olhar dele estava fixo na minha mão e me viu (pude perceber seu olhar de surpresa e talvez um pouco de nojo) lamber a palma mão e beber toda a porra que ele havia gozado.

• Você ainda não gozou, não é?
• Tudo bem eu posso terminar batendo uma. Você pode passar a mão na minha bunda enquanto eu bato punheta?
• Cara! Me desculpe! Eu to me sentindo meio esquisito. Eu nunca pensei que eu fosse chegar tão longe. Minha fantasia era só levar uma lambida na bunda. Era só isso que eu queria. – Ele foi falando enquanto vestia as calças.
• Você não gostou?
• Não é isso. Quando a gente começou era pra você ser o viado, não eu e eu gozei dando o cu.
• Tudo bem Valter. Ninguém precisa saber.
• Eu sei, você sabe. Isso já me incomoda.
• Você quer que eu faça alguma coisa pra você perceber que você ainda é o macho da dupla?
• Acho que não tem jeito, foi você quem me comeu enquanto eu gozava.
• Termina de me comer. Eu dou. E vou adorar.
• Não tem jeito, já ta mole.

Naquele momento eu me lembrei de uma coisa que eu tinha ouvido falar e pensei. – Não existe nenhuma forma de uma pessoa se submeter a outra de forma mais completa. Eu sabia que aquilo iria recuperar a alto estima de macho dominante dele. Eu tinha um pouco de nojo, mas tudo bem, eu ia fazer isso pra ele.

• Valter. Você já ouviu falar em chuva dourada?
• Não
• Mija em cima de mim.
• Que é isso, cara!
• Se você quiser, eu fico ajoelhado ali embaixo do chuveiro e você fica em pé mijando em cima de mim. Eu deixo.
• Isso é muita humilhação cara! Não precisa fazer isso.
• Mas eu quero. Eu nunca fiz e queria que você fosse o único homem a mijar em cima de mim.
• Tem certeza que você curte isso?
• Eu quero ser seu.
• Então fica lá.

Ajoelhei embaixo do chuveiro, mas não abri a torneira. O Valter tirou novamente a calça e ficou em pé diante de mim. O pau dele que estava bem mole quando ele começou a tirar a calça já estava meia bomba.

• Posso dar mais uma chupada antes de você mijar?
• Vai. Chupa.
Caí de boca até sentir que o pau dele já estava no máximo possível. Não ficou totalmente duro, mas estava mais pra dura que pra mole. Ajoelhei-me novamente, sentado sobre os calcanhares.

• Mija na sua bicha.

Ele segurou o pau na mão e apontou diretamente para o meu peito. Vi e logo em seguida senti o jato de urina quente escorrendo sobre o meu corpo, o cheiro era forte mas não chegava a ser desagradável.

• Mija na minha cara – falei fechando os olhos

Senti o jato no meu rosto e no meu cabelo. A urina escorria e eu comecei a bater punheta enquanto ele mijava. Poucos instantes depois, abri os olhos ao sentir que o jato já não caia sobre mim. Vi que ele já tinha parado de mijar e continuei batendo punheta ao mesmo tempo em que avançava em direção a pica dele com a boca. Comecei a chupar com força na intenção de sentir o sabor da urina. Esperava que uma única gota ainda tocasse a minha língua. Para minha surpresa, no exato instante em que eu chupava e gozava, e soltou mais um forte jato de mijo dentro da minha boca. Cuspi a maior parte, mas apesar de todos os perigos (não recomendo que ninguém faça isso) acabei engolindo um pouco.

• Desculpa, eu não pensei que ainda tinha tanto mijo – ele dizia enquanto eu cuspia
• Tudo bem. Eu gostei.

Chupei novamente a pica mole dele, abraçando-o pela bunda. Quando terminei lhe disse.

Valter. Você me deu a sua virgindade anal. O que eu te dei foi mais que uma virgindade. Eu nunca tinha pensado em deixar alguém fazer isso comigo e nunca mais vou permitir outra vez , mas pelo resto da minha vida, levarei comigo a lembrança de que você mijou em mim e que eu gostei.

Levantei-me do chão e dei um leve beijo na boca dele. Ainda ficamos juntos até que ele se aposentou, seis anos depois. Nossas transas ocorriam raramente mas sempre eram muito intensas. Ele se acostumou a alternar-se entre ser ativo e passivo e nunca mais houve chuva dourada.

Sunday, July 19, 2015

Diversidade humana, diversidade social.




A HOMOSSEXUALIDADE NA ÁFRICA ANCESTRAL: KATUMUA


Este texto é comum na net, desde 2004 quando o vi a primeira vez. São onze anos e aproveito sua popularidade agora para inaugurar nos meus escritos e citações a questão da diversidade sexual humana. Começar pela África é um alento, amo meu continente e ainda vivo na diáspora como todos os  negros do mundo. Este texto é lindo pela naturalidade da compreensão do amor homo. É a natureza na sua sabedoria que divide as pessoas assim, não nos cabe julgar. Contarei casos incríveis, relações assombrosas e fantásticas. Acompanhem apartir desta postagem. Nem sempre casos, as vezes uma literatura, uma musica diversa, mas este espaço é para casos de dor, alegria, vida, morte, gerais e sexuais, sobre o amor que não ousa dizer o seu nome, leiam:


Kurt Falk, um antropólogo alemão, escreveu sobre a vida entre duas pessoas do mesmo sexo em "certas tribos de Angola" em 1923. Ele escreveu sobre dois grupos, os Wawihe e os Ovigangellas que tinham níveis diferentes de prática e aceitação do amor entre pessoas do mesmo sexo. Ele diz que entre os Wahihe não somente os jovens mas também "os homens adultos se gratificam destas maneiras".

O antropólogo esclarece que a existência deste tipo de atração geralmente era negada na presença de estranhos como ele mas depois de ficarem bem conhecidos e acostumados com ele a maioria dos homens admitia que tinham um parceiro sexual masculino. A língua tinha várias palavras que caracterizavam a diferença entre "amigo não sexual" e "amigos sexuais" [Nota: o plural neste caso traduzido verbatim].

Por outro lado, entre os Ovigangellas existiam rituais bem elaborados para um homem poder pedir ao pai de um outro rapaz pela sua mão em troca de algum presente.

O pai geralmente concordava e daí os dois homens eram reconhecidos como duas pessoas em relacionamento. Eles também se mudavam juntos numa cabana própria. Mesmo depois do casamento do homem mais velho, o homem mais jovem ficava com seu amante até que ele mesmo decidia que queria se casar.

Neste caso o jovem era devolvido ao seu pai. Então, o homem mais velho procurava um novo "katumua" e o homem mais jovem também escolhia um novo namorado depois de casado, sendo isso o seu desejo.

Falk conta a história de um soldado africano que foi punido por um sargento branco (i.e. de origem européia) que estava de plantão por ver ele paquerar um outro soldado [masculino].

Mais tarde o sargento teria perguntado o soldado porque ele não tinha procurado uma mulher para se gratificar sexualmente ao que o soldado prontamente respondeu: Meu caro sargento, o senhor por acaso não sabe que existem homens que desde jovens não pensam em mulheres e outras pessoas mas somente se sentem atraídos por outros homens? Porque é que eles devem ser punidos agora em sua maturidade, agora que são adultos? Além do mais, se você os perguntar, eles não irão saber explicar porque é que Deus os fez assim como são – homens que amam homens.

Fonte: Rapazes Esposas, Maridos Femeninas (Boy Wives, Female Husbands) editado por Stephen O. Murray e Will Roscoe (New York, St. Martin's Press, 1998)

Friday, May 22, 2015

Esta também é minha historia...

MARCAS DA VIDA
James Baldwin     

Sempre acreditei que fosse a minha historia. Comecei a ler quando num domingo de dor, pela manha, fizera uns dois dias que havíamos enterrado nosso querido irmão, Jorge Bosco Viana, morto aos 19 anos em Belo Horizonte. Não sabia bem o que fazer naquele final de 1982. Como tudo era vazio, sem cor, terrível. Lua, sol, céus, estrelas, nada. Nem nada, nada. Apenas o vazio insistente de quem tem sua primeira grande perda. Depois vieram outras, aos milhares e fui aprendendo. Agora nem dói tanto, mas ainda dói, o suficiente para me paralisar. Então, dias depois, cheguei a este texto; aturdido e maravilhado, virou referencia nas minhas reflexões e literatura. É um excerto, uma copia das paginas 69 a 71
, da edição  1978, 1979 – Nova Fronteira.  MARCAS DA VIDA é uma lenda do celebrado e comprometido ativista negro, James Baldwin, apreciem...








...Que eram cantados pelo povo nos tempos antigos ao som de instrumentos musicais para que aqueles sons cheios de alegria, os salmos, chegassem aos ouvidos do Senhor. Essas foram as palavras de Davi, sabem quem era Davi? Bem, Davi saiu certo dia à procura daquele gigante malvado, à procura daquele gigante enorme, de aparência aterradora e má, que todos tanto receavam, um gigante chamado Golias. O pequeno Davi saiu à sua procura com uma funda e acertou o gigante malvado! Ainda não sabem quem era Davi? Era um pastor que alimentava as ovelhas famintas! Ouço alguém a perguntar quem era esse Davi, a pedir que fale mais sobre ele. Bem, Davi era Rei - era chamado o Rei Davi, e o povo se curvava em respeito a ele. Ah, sim! Ouço alguém a perguntar quem era esse Davi. Bem, deixem-me dizer-lhes, esse Davi tinha um filho que fugiu pela floresta tentando ocultar-se da ira do Senhor, e tinha um cabelo  longo belo; creio que tinha  muito orgulho do cabelo, e o Senhor fez com que todo aquele lindo cabelo se emaranhasse nas ramagens, nos arbustos e nos galhos das árvores da floresta,  onde o filho de Davi terminou por morrer, tentando ocultar-se da ira do Senhor, e ouvimos o Rei Davi ajoelhado, chorando como uma criança, fiéis, posso ouvi-lo a chorar, fiéis, sois capazes de ouvi-lo a chorar, o Rei Davi humildemente de joelhos, a chora, oh, meu Deus quem me dera ter morrido em lugar do meu filho, quem me dera ter morrido em lugar do meu filho, ah, ouçam o Rei Davi a chora, meu filho, filho meu! Agora querem saber sobre o Rei Davi? Creio que vou falar  um pouco mais sobre o Rei Davi essa manhã! O Senhor pôs as mãos sobre Davi - da casa de Davi vem o nosso Salvador, Cristo, nosso Senhor. 

O que quer que ela fazia, certamente não se tratava de logro: e a igreja parecia prestes a elevar-se ao encontro de Jesus. Não era capaz de andar de um lado para outro no púlpito como um pregador adulto, pois não ficaria visível se descesse da caixa. Mesmo assim, movia-se como poucos, os olhos, as mãos, os ombros, o pescoço a pulsar e a voz que não parecia a de uma garotinha de nove anos de idade. Para mim havia algo de amedrontador, tão amedrontador como  ouvir as pedras falarem ou presenciar a ressurreição um morto. Porque se o morto pode ser ressuscitado, a voz dessa criança seria capaz de faze-lo  mas quem quer presenciar a ressurreição dos mortos? 

E enquanto ela falava a igreja respondia: Amém! E bradava: bendito seja o Vosso nome! e Santo, Santo! E falai, Senhor Jesus! Mas quando ela parava a igreja parava, envolvida num terrível silêncio, a música irrompendo como uma tempestade. 

O pai e a mãe, parados, o pequeno Jimmy, quieto, Arthur sentado, empertigado, a boca aberta, os olhos espantados. 

– Agora têm noção de quem era Davi? Foi  aquele que desse: Bendito seja o Senhor que engrandeceu Sua misericórdia para comigo numa cidade sitiada! Ah, numa cidade sitiada! Davi foi aquele que disse: O Senhor é meu pastor, nada me faltará...! Davi era um pastor e creio que um bom pastor, pois não permitia que seu rebanho ficasse faminto, e daí ele dizer: nada me faltará

- nem mesmo nessa cidade sitiada! Ah, fiéis, creio que ele provou do pão da amargura algumas vezes. Creio que posso ouvi-lo esta manhã “Elevo os meus olhos para o monte de onde virá o meu socorro”. Creio que posso ouvi-lo a dizer, esta manhã: “Não te indignes por causa dos malfeitores”- fiéis, sois capazes de ouvi-lo? Nesta cidade sitiada. Ah, sim, creio que posso ouvi-lo a dizer que “aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, á sombra do Onipotente, descansará”, ah sim, bem aqui nesta cidade sitiada! Creio que posso vê-lo olhando para Jesus, amém, clamando: “Meu Deus, por que me abandonastes?” Nesta cidade sitiada. Creio que posso vê-lo a andar nas ruas, nos metrôs, limpando o chão, amém! Nesta cidade sitiada, e esvaziando as latas de lixo e dizendo: Sim senhor; Sim senhora. Nesta cidade sitiada, creio que posso ouvir seus filhos chorando por pão nesta cidade sitiada; creio que posso ouvir o riso malvado desta cidade sitiado, como Golias deve ter rido ao ver aquele menino apenas com uma funda, ah, sim, rindo antes de ir ao encontro do seu criador, ah, sim, melhor será não rires do ungido do Senhor, melhor não haver risos diante do trono do juízo final.. Um dia... 

Meu coração clamou e a igreja, em silêncio, clamou. 

- ... um dia, acordaremos nesta cidade sitiada e presenciaremos a salvação divina! Nossos filhos não terão mais fome, nunca mais! Não veremos os anciãos tortos de reumatismo, lágrimas a lhe rolarem pelas faces – nunca mais! Bendito seja o senhor! Que engradeceu Sua misericórdia para comigo numa cidade sitiada! Esta cidade sitiada...Ah, ouço outra voz esta manhã dizendo que “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela!”  Não podem ouvir essa voz, esta manhã, fiéis? Ouço Davi a dizer: “Batei palmas, ‘todos, batei palmas” Ouço Davi a dizer: “Celebrai a Deus com vozes de júbilo.” E agora creio ouvir um dos parentes de Davi, o velho Irmão Josué, andando pelas muralhas da cidade sitiada, tocando a trombeta fora das muralhas da cidade sitiada, e ouço alguém a dizer como ruía as muralhas da cidade. Daquela cidade sitiada. Ouço Davi dizendo novamente: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória.” Ouço alguém a cantar, calmei...! 

Minha voz e a igreja responderam: 

- E Ele me enviou. 

– Clamei!

- E Ele me enviou.

- clamei!

- E Ele me enviou. Enviou minha pobre alma. 

O piso sob os meus pés tremeu, as próprias paredes pareciam balançar e uma tempestade eclodiu num troar de mãos e pés e na fúria do piano, no tropel- como cavalo!- dos padeiros, e o povo começou a grita. Júlia, permanecendo no mesmo lugar, a olhar, como uma alta sacerdotisa. Ela provocara essa tempestade ou a deixara fluir de si, mas nem cantava nem gritava, os olhos parecendo fitar o Egito. O pai subiu ao púlpito, aproximou-se dela e enxugou- lhe  a testa – e, sim, nesse momento via-se que ele a amava- levando-a para longe dos olhares, para o trono real lá em cima.           

Este mesmo pai a estrupa quando da morte de sua esposa. A menina se apaixona pelo pai e ajuda a matar a mãe, que sabendo de tudo amaldiçoa a filha, entregando-lhe os cuidados do irmão rejeitado, que se tornara amante do cantor Artur. É uma historia lindos, um libelo, um elogio a sociedade americana e suas contradições. E ainda é, em parte, a minha historia.



 É uma historia de vida e um acervo maravilhoso, de gente e de coração. 

Tuesday, March 10, 2015

Apollo 13, a odisséia dos homens sem medo



ESPECIAL
Apollo 13, a odisséia dos
homens sem medo

22 de abril de 1970

Este maravilhoso libelo escrito em 1970  na revista VEJA é um sonho, parece uma utopia. Mas foi assim, eu vivi isto, era criança. Hoje tolos e arrogantes afirmam que os homens não chegaram a Lua. Decididamente não sabem o que estão falando. Acredito na humanidade e na sua infinita capacidade de superação. E em coragem, como desses três heróis, Lovell, Haise e Swigert. Leiam. Vão se admirar!



A bola de fogo riscou o céu a quase 40.000 quilômetros por hora. Mas foi contida violentamente pelo formidável atrito com o ar e, a 3.000 metros de altura, três grandes pára-quedas de gomos vermelhos e laranja conseguiram transportá-la suavemente, varando as densas nuvens que cobriam o oceano Pacífico, a uns 1.000 quilômetros a sudeste de Pago-Pago (a cerca de 12 500 quilômetros de Brasília). O pouso tranqüilo da nave Odisséia, às 3 horas e 8 minutos da tarde de sexta-feira, foi saudado pelas estridentes sirenes da Feira Mundial de Osaka, no Japão, dos edifícios dos jornais de Buenos Aires, Argentina, e pelos sinos das igrejas de Gallup, Novo México (EUA). A Bolsa de Valores em Nova York parou e uma chuva de papel picado enfeitou o ar carregado da Wall Street. Durante 83 horas, os perigos que os tripulantes da nave - agora flutuando sem bandeira nas águas também mansas do Pacífico - viveram perto de outros mundos conseguiram unir, nas orações e manifestações de solidariedade, quase todos os homens da Terra. Centenas de milhões de pessoas, em todo o mundo, interromperam suas atividades para assistirem, pela televisão, à operação de resgate feita por helicópteros da Marinha americana. Em Viena, os políticos que procuravam formar o novo governo austríaco de coalizão abandonaram as conversações; o primeiro-ministro britânico Harold Wilson cancelou um discurso em Dalington; em Los Angeles, durante as últimas horas, até o crime tirou uma folga; e em Las Vegas, os dados com suas combinações de pontos pretos ficaram por alguns momentos esquecidos sobre o pano verde das mesas de jogo.

Mas a emoção de toda a humanidade reunida não foi suficiente para atravessar a potente couraça da nave Odisséia, que na reentrada da atmosfera suportara 2.300 graus centígrados de calor. Quando, com o auxílio dos homens-rã, passaram da nave para o bote de borracha que os esperava junto à escotilha, os astronautas James Lovell, Fred Haise e John Swigert não mostraram nenhuma emoção. Mesmo depois de transportados pelos helicópteros para bordo do porta-helicópteros Iwo Jima, as únicas reações foram sorrisos e acenos discretos. Nem uma palavra diante do amontoado de microfones instalados no navio à sua espera. Apenas apertaram a mão do comandante, ouviram seus elogios e acompanharam (mãos cruzadas na frente, cabeças inclinadas, olhos fechados) o capelão numa rápida oração de agradecimento. Em seguida, nove médicos examinaram os astronautas: o mecanismo humano estava perfeito, física e mentalmente. Todos os incríveis perigos pelos quais passaram não os perturbaram. Lovell, Haise e Swigert haviam sido bem treinados para sua profissão: o perigo.

E a volta? - Numa noite de setembro do 1962, o novato James "Jim" Lovell recebia uma das primeiras aulas práticas do treinamento para astronauta: gastar algumas horas da noite no Observatório de Flagstaff, Arizona, olhando a Lua. "Era completamente diferente" comentou mais tarde, "observar a Lua ali, viva, e olhá-la numa fotografia. Senti-me quase capaz de transportar-me, através do telescópio, até alcançá-la. E, por um minuto ou dois, fiquei pensando como seria possível voltar da Lua. Então ocorreu-me que a satisfação de chegar lá seria tão grande, que eu não me preocuparia com a volta." Quase oito anos depois, no dia 14 de abril de 1970, terça-feira, 0h07 (dia e hora de Brasília), os diálogos monótonos transmitidos pelos alto-falantes do Centro Espacial de Houston continuaram no mesmo tom, apesar das novidades assustadoras:

Lovell: "Hey, Houston, temos um problema aqui."
Houston: " Aqui, Houston. Repita, por favor, Jim."
Lovell: "Temos problemas. Há várias luzes de advertência acesas no painel de comando. Parece falha no sistema elétrico."
Houston: "Leiam o capítulo "Urgência", páginas rosadas, de 1 a 5. Reduzam o consumo de energia."
Lovell: "OK, anotado. Estou com o livro. Você quer dizer redução até 10 ampères, não?"
Houston: "Certo, Jim. O que você acha que houve?"
Lovell: "Ainda não sei. Ouvimos um barulho forte no MS (módulo de serviço)."
Houston: "Suspendam o funcionamento de todos os comandos possíveis. Troquem as conexões elétricas entre os geradores e informem os resultados."
Lovell: "A unidade de combustível número 3 deixou de funcionar. O oxigênio na cabina está escapando."
Swigert: "A linha elétrica B (principal) está morta. A célula de combustível número 1 e o compressor também estão com problemas."
Houston: "Parece que vocês estão perdendo oxigênio do gerador número 3. Fechem a válvula de combustível do número 3."
Haise: "A nave está oscilando. Não posso controlá-la. A pressão do oxigênio na cabina continua diminuindo."
Houston: "Liguem a bateria de emergência. Estamos estudando a possibilidade de vocês usarem o ML (módulo lunar) como bote salva-vidas."
Lovell: "Já pensamos nisso. E começamos a colocar em funcionamento o ML."
Houston: "OK, fim. Seus três geradores de energia estão parados. Restam apenas quinze minutos de energia elétrica no MC (módulo de comando). Passem para o ML e utilizem seus sistemas. Desliguem os sistemas do MC."
Lovell: "OK, Houston, agora estamos indo para o bote salva-vidas."
Houston: "Certo, fim. Começa a Era do Aquário (denominação do módulo lunar, o bote salva-vidas)."
Às 2h13 (Brasília) é cancelada a descida na Lua e são iniciados os planos para trazer os astronautas de volta à Terra na sexta-feira.

Era a volta, o mesmo tipo de regresso que não preocupava Lovell nos seus tempos de cadete do espaço. O alarme dado a 323.000 quilômetros de distância da Terra - e, por isso mesmo, o mais grave acidente da curta história espacial - foi urgente, mas sereno. Para três astronautas, ameaçados de morrerem sufocados a meio caminho do nada, a preocupação maior ainda era o fracasso da missão.

O 13 dá azar? - Até surgirem os problemas, ninguém se preocupava com os três homens lá em cima. Para a maioria dos homens, as expedições lunares haviam-se tornado cansativamente perfeitas e, portanto, não interessavam mais. As minorias fanáticas por assuntos técnicos também estavam tranqüilas: haviam assistido a um show de variedades espaciais transmitido em cores por algumas estações de televisão (as principais redes dos Estados Unidos não o transmitiram por considerá-lo rotineiro). Marilyn Lovell e seus quatro filhos, Mary Haise e os três filhos (espera outro para junho), J. Leonard Swigert e esposa, pais do solteiro Swigert, foram, ao lado do pessoal do Centro de Controle dos Vôos Espaciais Tripulados de Houston (Texas), os telespectadores mais interessados. Quando terminou o show lunar, os familiares ergueram brindes ao sucesso da expedição e os técnicos enviaram felicitações formais aos protagonistas, seguidas de nova tarefa: observar o cometa Bennett e se possível fotografá-lo.

Imediatamente após o show, o drama e as risadas foram apagados pela apreensão. Seria a fatalidade? Preocupada com a grandeza sideral, a elite da Nasa não se deixa levar por crenças tão terrenas. E conseguiu provar (hoje a opinião pública mundial considera o retorno da Apollo 13 um sucesso maior até que a conquista da Lua) quê o número 13, afinal, não merece a sua fama.

O azar do número 13 é urna das três grandes superstições americanas (as outras duas: gato preto e passar sob escada). Em prédios de apartamentos e hotéis freqüentemente não existe o andar número 13 (salta do 12 para o 14). Não há hipótese de o 13 dar sorte, como acontece no Brasil. A superstição atinge a numeração nas camisas de jogadores de esportes coletivos, os cavalos de corrida e o número de pessoas à mesa. Mas, apesar da tradição americana, 13 era o número do gigantesco conjunto Saturno-Apollo encarregado da terceira missão de pouso na Lua no espaço de nove meses. Os cientistas marcaram o lançamento, pelo horário de Cabo Kennedy, para as 13 horas, 13 minutos e 13 segundos do dia 11 último (19h13 GMT ou 16h13 de Brasília). Na "time table" (cronograma) da missão, onde é determinada cada etapa do vôo em horas e minutos, mais de 29 operações estavam previstas para horários terminados com treze minutos (inclusive todos os horários de refeição e descanso).

A NASA tampouco se deixou impressionar pelos problemas surgidos antes e imediatamente após o lançamento da astronave. Quando colocado na plataforma de lançamento número 39-A de Cabo Kennedy, em dezembro do ano passado, o conjunto Apollo 13 tinha sua saída marcada para as 17h28 (do Rio) do dia 12 de março último. Três semanas antes da data, foi anunciado o adiamento para 11 de abril. O motivo? A NASA falou num reescalonamento dos vôos, provocado pelo cancelamento das Apollos 19 e 20. Mas logo depois os jornalistas descobriram um motivo adicional: durante a alunagem, a tripulação da Apollo 12 comunicara alguns problemas (entre eles a falta de visão) que teriam de ser resolvidos para a tranqüilidade da viagem da Apollo seguinte.

Em 25 de março (nesse dia Lovell completou 42 anos) as equipes de lançamento lutaram quatro horas para apagar um incêndio irrompido durante uma operação simulada de abastecimento do Saturno. Era um teste de rotina, mas o oxigênio espalhou-se mais do que devia e explodiu ao alcançar o motor quente dos caminhões blindados de salvamento, que estavam próximos. Os caminhões se incendiaram. Não morreu ninguém e o acidente passou quase despercebido aos jornalistas que cobriam a preparação do vôo. Mas, no dia 6 de abril, um dos astronautas da equipe de reserva da Apollo 13 apareceu com rubéola.

Thomas K. Mattingly 11, 34 anos, que seria o piloto do módulo de comando, não tivera a doença quando criança (como Lovell e Haise) e, portanto, não estava imune ao contágio de seu colega da equipe reserva. Estaria Swigert, piloto reserva, capacitado a substituí-lo? A dúvida manteve o lançamento em suspenso (podia ser adiado novamente, para o dia 9 de maio) até 24 horas antes do momento previsto. Mas Swigert foi aprovado e Mattingly assistiu zangado à saída da Apoio 13 (ainda estaria zangado agora?). Simultaneamente, o pessoal que trabalha na grande estação de rastreamento de Muchea, na Austrália (a segunda mais importante do sistema) ameaçou entrar em greve de vários dias. Enquanto mais esse problema era resolvido, os encarregados do lançamento descobriram um súbito aumento de pressão do gás hélio (nos tanques de combustível é esse gás que dá a pressão necessária). Essa dificuldade também foi resolvida e o foguete partiu, para comunicar minutos depois que o motor número 5 do segundo estágio deixara de funcionar antes da hora determinada (ainda antes de terminar a viagem, entre muitos outros problemas, surgiria a ameaça de um furacão que colheria os astronautas no seu pouso de emergência; a tormenta, felizmente, dissipou-se).

Todos esses problemas em nada alteraram a fria segurança dos técnicos da NASA. Nos astronautas, experientes pilotos de provas acostumados a deixarem o medo em terra, também não provocaram qualquer efeito. A opinião deles pode ser resumida nas palavras do veterano comandante Lovell, minutos depois da partida: "É muito bom estar aqui em cima de novo".

No perigo, risadas - Há uma velha discussão: os astronautas são homens ou robôs? O certo seria dizer que são uma mistura de ambos, devido a um exaustivo trabalho de condicionamento de reações. O seu corpo é submetido a todos os tipos de provas: aceleradores que os conduzem a altíssimas velocidades ao longo de um trilho, ou centrifugadores, onde sofrem as pressões fantásticas semelhantes às da saída do foguete equivalentes a de quatro a seis vezes o peso do corpo, praticamente esmagando o astronauta. Os pilotos de provas são colocados em simulacros de naves, onde uma espécie de gigantesco liqüidificador os atira para todos os lados.

Ao parar, são imediatamente obrigados a restabelecer uma rota imaginária. Em outros ambientes enfrentam a imponderabilidade, ruídos de enlouquecer e bruscas mudanças de temperatura, do calor intenso para o frio enregelante.

Em todas essas provas, o comportamento de cada um deles teria de mostrar-se estável, adequado, normal. Mas há outros testes. Passam horas e até dias em cabinas especiais dominadas pela escuridão e pelo silêncio absolutos e não podem apresentar qualquer reação de desespero. Os treinamentos - intercalados por milhares de aulas das mais avançadas ciências e técnicas - não se limitam às instalações da NASA. Espraiam-se por montanhas, florestas, mares, regiões árticas e desertos, onde aprendem a sobreviver em condições desanimadoras até para exploradores experimentados.

Mas, afinal, para que tudo isso? Qual o objetivo principal? Riscar o medo do vocabulário do astronauta, preparando-o para enfrentar com lucidez e eficiência qualquer situação de perigo. Virgil Grissom, um mês antes de morrer queimado na explosão da Apollo 6 (e depois de quase morrer afogado no fim do segundo vôo da série Mercúrio), afirmou, numa palestra no Massachusetts Institute of Technology: "O perfeito conhecimento do perigo inerente à sua profissão faz com que o astronauta se acostume com ele, sem se apavorar. Todos devem aceitar a idéia de que, mais cedo ou mais tarde, poderão ocorrer acidentes fatais com os astronautas. E essa morte não deve, de modo algum, interromper as experiências, pois alguém tem que examinar o caminho que depois será percorrido talvez por todos os homens. Essa é a nossa função".

Grissom tinha plena convicção do que disse e sabia, por experiências próprias, que ele e seus colegas, desde o começo, sempre foram homens sem medo. Em dezembro de 1958, Grissom e mais sete homens tinham sido finalmente aprovados, entre as centenas de voluntários, para a primeira turma de astronautas americanos. O Dr. Charles Berry, médico da NASA, foi conversar com eles numa sala onde só havia oito cadeiras e uma pequena mesa a um canto. A sala, com paredes de metal e totalmente estanque, era usada para acostumar os pilotos a vôos de grande altura. Os oito homens ocuparam as cadeiras e o Dr. Berry, em pé, fez um pequeno discurso, congratulando-se com eles por terem sido escolhidos. De repente, o médico tirou do bolso uma granada, arrancou o pino e atirou-a ao chão. "Essa é uma pequena lembrança", disse, saindo rapidamente da sala e fechando a porta de segurança. Sete dos homens continuaram sentados, rindo. O oitavo saltou para trás da mesa, tentando proteger-se. A granada não explodiu, era falsa. Quando ela silenciou, após um pequeno sopro de fumaça, a porta abriu-se novamente e o homem que se escondera atrás da mesa foi rejeitado: reagiu sem pensar (e seu nome nunca foi divulgado). Os outros sete - rapidamente haviam concluído que aquilo só podia ser uma brincadeira - foram apresentados à imprensa: Shepard, Grissom, Carpenter, Glenn, Schirra, Cooper e Slayton.

Na Lua, sem descer - A equipe da Apoio 13 só poderia reagir como reagiu: de maneira serena, eficiente, rápida. Surpreendida pelo desastre na viagem de ida, não mostrou medo. Os astronautas apenas sentiram decepção por não poderem levar sua missão até o fim. Mantendo uma troca intermitente de informações técnicas, tomaram as primeiras providências com absoluta precisão. Sabiam que do ponto onde estavam, mais próximo da Lua que da Terra, teriam de continuar em direção ao satélite natural e contorná-lo, por uma razão muito simples: quando um garoto vem correndo e quer voltar também correndo, sabe que basta contornar um poste com a ajuda do braço - com isso não perde o impulso inicial. E foi o que fizeram. Contornaram a Lua e ligaram os motores para impedir que entrassem em órbita lunar.

Mesmo com as reservas de água, oxigênio e eletricidade se extinguindo, enquanto o ambiente do Aquário (módulo lunar) tornava-se cada vez mais contaminado pelo dióxido de carbono, os astronautas não perderam o "senso de humor americano". Acharam muito engraçado, por exemplo, comerem hot dogs com mostarda, ao invés de usarem ketchup como recomendava o cardápio do manual. E faziam também piadas com seus companheiros em terra:

Haise: "Jimmy e Jack (Lovell e Swigert) estão no dormitório em cima, tirando uma sesta."
Houston: "Não sabemos da existência de qualquer dormitório em cima. Informem se já está nevando a bordo."

O módulo de comando transformado em dormitório, enquanto o Aquário encarregava-se de aproximar-se da Terra, estava gelado porque todos os seus sistemas foram desligados e mantidos em reserva. Mas nem o frio intenso os impedia de dormir. Na quinta-feira, penúltimo dia da perigosa aventura, o moral continuava alto. O humor, porém, ainda constante, ganhava alguns toques melancólicos:

Houston: "Como vão as coisas aí, Jim (Lovell)? Alguém dorme?"
Lovell: "Acho que Jack e Fred estão dormindo. É tudo meio cômico, Fred dorme no túnel, de pernas para o alto, com a cabeça batendo na tampa do motor de subida. E o Jack dorme no chão do Aquário, com cintos de segurança enrolados no braço para não sair flutuando por aí. De acordo com o manual, isso poderia ser chamado de dormir?"

Ao lado, o defeito - Na sexta-feira pela manhã, os astronautas preparavam-se para fazer a última correção na rota. As instruções de Houston e as respostas de Lovell continuaram atravessando o espaço no mesmo tom de voz monótono e arrastado. Não era possível perceber qualquer ansiedade ou preocupação, embora a operação, como da vez anterior, fosse extremamente delicada. Em condições normais, a nave poderia corrigir seu rumo quantas vezes fosse necessário, mas agora a energia esgotada do módulo de comando tinha de ser poupada tanto quanto o próprio ar que os tripulantes respiravam nos estreitos compartimentos da cabina. O esgotamento das baterias ou um erro de cálculo poderiam significar uma viagem sem fim pelo espaço. As 9h53 (Brasília) Lovell ligou os motores do Aquário. Durante 23 segundos, os três homens praticamente prenderam a respiração, preocupados em observar a Lua e as estrelas que tomaram como pontos de referência. O funcionamento dos motores diminuiu a velocidade da nave em 3 quilômetros por hora, deixando-a em condições de reingressar na atmosfera com um impacto ideal. Finalmente, de Houston veio a voz tranqüilizante:

Houston: "OK. Bom trabalho."
A Terra, azul, parecia agora. mais próxima e acolhedora do que nunca, apesar dos 57.000 quilômetros a serem ainda percorridos. Velocidade da Odisséia: 9.900 quilômetros por hora.
10 horas. A contemplação é interrompida por nova ordem:
Houston: "Podem soltar o módulo de serviço quando estiverem prontos. Não há pressa. Quando quiserem."
Lovell: "OK. Parece tudo bem... aqui vai o MS."
Os motores do ML foram ligados para o desengate. Simultaneamente, Swigert, na nave de comando, acionou os grampos explosivos que prendiam o MS à Odisséia.
Houston: "Uma beleza, uma beleza. Muito bem. Desprendeu sem problema."
Ao passarem ao lado do módulo abandonado, os astronautas puderam finalmente ver a extensão do desastre sofrido.
Lovell: "Está faltando um lado inteiro dessa nave. Olhem só isso! Espere, um minuto. Bem ao lado da antena principal, um painel inteiro de 7 metros saltou fora, quase desde a base do motor."
Houston (impassível): "Anotado."
Lovell: "Parece que o motor principal também foi atingido."
Houston: "Vocês podem ver o motor pelo buraco?"
Lovell: "Do jeito que está, parece apenas uma faixa marrom escura. Está tudo arrebentado."
Houston: "Tirem fotos. Mas não façam manobras desnecessárias. E, Jim, especialmente, não queremos manobras de translação."

Com as fotos, os cientistas da NASA tentarão descobrir a causa da explosão dos tanques de combustível. As 13h43 (Brasília), a última operação foi ordenada de Houston: o desligamento do fiel Aquário.
A Terra em festa - As últimas manobras no espaço já não deixavam, na Terra, nenhuma dúvida: a Odisséia chegaria bem. Nas casas de Lovell e Haise as crianças e alguns convidados permaneciam, de olhos fixos nos televisores. Os champanhas gelavam nos refrigeradores Marilyn Lovell não estava em casa. Fora a um salão de beleza preparar-se para festa da chegada do marido. Seu filho Jeffrey parecia mais preocupado com a tartaruga que recebera de presente (batizada com o nome de "Aquarius") Em Denver, o casal Swigert convidara um grupo de amigos para comemorar.

No silêncio do espaço, a Odisséia, cada vez mais impaciente por atingir seu objetivo, voava a velocidades fantásticas sugada pela atração da gravidade terrestre. Às 13h43, quando os três tripulantes já estavam instalados na nave de comando, depois de terem fechado o túnel de ligação com o ML, ela se movia a mais de 20.000 quilômetros por hora. Apenas 24 minutos a separavam do pouso no oceano Pacífico. Finalmente, o ML foi também desligado. Ao se lançarem no espaço, abandonados às forças naturais do planeta, Lovell deixou escapar a única frase carregada de emoção. Era uma espécie de gratidão expressada por um homem-quase-máquina à máquina que, a seus olhos, se tornara quase humana: "Adeus, Aquário. E muito obrigado".

Os extraordinários navegantes estavam no fim da sua aventura. Terminava a principal missão dos tripulantes da Apollo, que não é científica mas sim a de testar a astronave na prática. Trouxeram desta viagem uma conclusão: os desenhistas do projeto não deixaram nada à sorte - como no romance "Perdido no Espaço", do ex-piloto de provas e candidato rejeitado a astronauta Martin Caidin. A nave tem 56 motores, cada um com duas partidas. Necessitam somente de uma, mas previram duas para aumentar a segurança. Cada motor de partida com dois sistemas de ignição. E os fios que saem das baterias foram dispostos de modo que, mesmo falhando as baterias, ou os interruptores, ou os motores, o conjunto todo não pode deixar de funcionar. O sistema de propulsão da Apollo não admite falhas. Há nele tanta peça em duplicata, que até mesmo os dispositivos de emergência são providos de seus próprios dispositivos de emergência. É infalível. Só mostrou um defeito: falhou.

Se na missão houvesse cientistas e não pilotos de provas, o vôo fracassaria. Para ir à Lua, ainda não chegou o tempo dos homens normais

Wednesday, February 11, 2015

vivendo um sonho na amazonia

Um dos mais belos e ternos cânticos de amor que tive a sorte e felicidade de ler, desfrutar o saboroso gosto estético desse imortal ser, Vinicius. Obrigado Deus e Universo, por terem criado homens sensíveis. À todos meus amores, passado, presente e futuros, a minha alma gêmea atual. A Aneilton Sousa. Eternamente a Arivaldo Delfino dos Santos.

Soneto de fidelidade
Li para Aneilton em 080115, numa bela manhã e vi emoção e amor nos seus olhos e gestos. Quando relacionei com fanatismo, de Fagner, ele quase chorou, falou da responsabilidade ao ser inserido neste amor imenso. Eu o amo demais, não vivo sem sua presença. Meu amor, Aneilton!



De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.