Tuesday, December 31, 2019

Não há Feliz Natal nem Feliz Ano Novo


LOTERIA, LOTERIA DE AMORES






inda agora mesmo
fiz no papel um lotérica lista de
números
através deles e da noite pretendo sonhar
com eles
nas imorais noites que acordado fico
a construir de olhos abertos meus sonhos

embolei os pedaços de papel e apertei-os na
mão
como gostaria de sê-lo
levarei tudo pro lixo, tal lixo que
são as relações com eles, os números e 
animais de minha lista
lista
de esperanças – desesperada
em miséria

rabisco este desgraçado papel
sentindo ânsia e inutilidade por
todo meu corpo
estou só e o físico em fogo
sendo consumido pelo álcool destilado

é preciso apagar esta ira de sexo
que faço na solitude da mão e
solidário pensar (que me trai, ao buscar
pessoa e fatos que quero repudiar)

procuro a cesta de lixo e bocejo
a guerra não terminara tão cedo
não há feliz natal nem feliz ano novo
o mundo e cristo são os mesmos
ninguém muda
o egoísmo espera, logra e impera

porra
certamente agora sonharei ouvindo
baladas de outrora e negarei tu-
do aqui exposto.


Escrito na desiludida quase madrugada de 10 dezembro de 1981, EM Belo Horizonte, sob torrentes de serotonina e vodka Smirnoff.



Thursday, October 31, 2019

Pois é, quem ainda lembra e há tão pouco tempo...


MANIFESTO ANTICORRUPÇÃO
Por uma administração com honra e transparência.



Talvez um sonho que tive. Talvez uma esperança que ainda temos nesta legislatura. Mas que precisamos iniciar este movimento, precisamos.

Nos vereadores autodenominados G5, assumimos para a sociedade que nos elegeram, o enfrentamento a uma gestão corrupta. Não apenas no sentido de roubo ou furto de recursos públicos, mas alguém que permite e participa da dilapidação do meio ambiente, das finanças publicas, do respeito ao bem comum. Não podemos concordar ou mesmo, como os outros 10 vereadores, assinar e permitir que esta onda de crimes continue.  Entendemos que precisamos parar este consorcio perverso que envolve órgãos controladores, Câmara e sociedade civil. É ideia comum do grupo trabalhar para esclarecer as centenas de denuncias que recebemos todos os dias, enquadrar os partidos aos quais os vereadores pertencem e dar uma resposta a sociedade, neste manifesto chamada a participar de forma ordeira e legal. Vamos lutar contra os fatos aqui expostos e mais, outros que estão por vir, até conseguirmos o impeachment do causador de todos estes males, seja por omissão, seja por participação, Valmir da Integral. 

Precisamos parar Valmir da Integral:
1 – interferência no legislativo. O grupo dos 10 vereadores há muito perdeu a liberdade de legislar. Acordos foram feitos, com ilegal cessão de órgãos e secretarias aos vereadores, em troca de apoio politico aos desmandos da gestão. As secretarias de limpeza urbana, segurança institucional, habitação, juventude, educação pertencem a parte dos vereadores que votam com o prefeito, que o protegem e se fazem comparsas de todos os crimes praticados por ele.

2 – silencio e paralisia do judiciário. Temos noticia que Alguns juízes ou procuradores do  MP avisam ao gabinete das ações e notificações recebidos contra sua administração. O fato é tão grave que a vice prefeita, Ângela Pereira anexou pedido de investigação a corregedoria do  MP estadual por sua pouca vontade de investigar fatos escabrosos. O Dr. Jackson ajuizou formalmente reclamatório colocando sob suspeição a paralisia do  MP e demais órgãos estaduais, haja visto o publico e notório comprometimento do Tribunal de Contas do Estado com todos os desmandos da gestão atual – tanto da própria câmara, quando do executivo.

3 – não perdemos de vista que a busca e apreensão de documentos realizados pela Policia Federal na Secretaria de Educação, foi apresentada há mais de um ano ao MP, que não fez nada, nem em pauta colocou para investigação. 

Assumimos portanto, como vereadores, que os órgãos de fiscalização – Tribunal de Contas dos Municípios, MP Estadual, Policia Civil e demais órgãos de controle estão inoperantes frente a situação de Parauapebas e que, como autoridades, não concordamos e solicitamos ação legal contra esta paralisia.
4 – a destruição sistemática do meio ambiente – mananciais, encostas, elevações, o constante aterramento de alagadiços, açaizais e demais áreas de preservação ambiental, promovidas pelo próprio prefeito ou a mando dele, acabara por causar maiores tragédias na cidade, no período das chuvas. Todas estas destruições alteram profundamente o microclima da cidade, tornando mais difícil e mais caro a sobrevivência humana.
 
5 – O sistema de saúde e sua completa ausência, com perseguições de servidores, demissões dos mais competentes e sucateamento dos recursos. O ataque perpetrado a mando do gabinete contra o Conselho Municipal de Saúde, o silencio do outrora combativo Sintepp, a destruição total dos recursos da saúde.

A contratação em pleno período eleitoral de centenas de pessoas para trabalharem na saúde ainda sem o local de trabalho construído,

A construção de duas UPAS em locais ermos, sem transito, sem planejamento, visando apenas negociata com os proprietários dos terrenos, sem considerar as demandas reais dos aglomerados populacional, claramente posicionados na cidade,

A compra de livros escolares de uma empresa fantasma, no valor de 5,8 milhões, nos últimos dias de 2013,

A compra de contraceptivos, no valor de 10 milhos de reais, no final de 2013

 O superfaturamento dos ônibus escolares e a consequente denuncia de fraude, investigada pela PF
A construção da UPA em área de preservação ambiental, aterrada sem as devidas licenças

A expansão da oferta de agua, sem os devidos estudos de custos e sem estruturar a SAAEP para obter receitas e depender menos do orçamento da prefeitura,

A construção de reservatórios sem os devido estudos ambientais, no topo de morros e colinas, alterando o visual natural da cidade, sem as devidas licenças,

A captação crescente de agua do rio Parauapebas, sem analises de impacto ambiental, sem planejamento para secas ou faltas, com sobrecarga de consumo de energia elétrica, sem estudos ou alternativas,

A destruição do morro do chapéu sem os devidos estudos ambientais, de solo e aterramento, para o programa Minha Casa, minha Vida.

A compra sem audiência publica de radares para Parauapebas, em valores superiores a 24 milhões, tendo alternativas mais baratas e novas possibilidade, haja visto a construção de novos acessos,

O concurso da guarda municipal, eivado de vícios, sendo necessário a intervenção da justiça para sua anulação, expondo a classe politica e o vereador “dono” da secretaria de segurança institucional,

O crime perpetrado contra a câmara municipal, quando ofertou  cargos e contratos aos membros do PT, PSD e demais partidos, em troca de apoio incondicional, inclusive o repasse  de recursos para a votação da suplementação.

A falta de prestação de contas exigidas por lei. Nem o executivo nem a câmara municipal prestam contas há mais de 180 dias. É crime. O Tribunal de Contas precisa ser acionado.

O estranho sumiço do procurador eleitoral e a total cegueira para todos os crimes eleitorais praticados pelo partido do prefeito e seu candidato até aqui,

O gasto de 83 milhões, oriundos de superávit em 2013, não comunicado a câmara dos vereadores,
A posição do presidente da câmara, vereador Josineto, refém do executivo, por não ter prestado contas, superfaturado contratos e feito pagamento ilegais, burlando a lei e o regimento da câmara.

Os contratos e pagamentos feitos pelo executivo na área da habitação. A secretaria Maquivalda, esposa do vereador Bras, não prestou contas, não apresentou avanços no seu programa apesar de ter gasto , do Fundo Municipal da Habitação, cerca de 144 milhões de reais,

Explicações do prefeito por ter dispensado todos os recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde, onerando o orçamento municipal com as construções das UPAS, de postos de saúde, enquanto haviam recursos a fundo perdido do MS. Explicar razões da construção de unidades em locais ermos e com preços muito superiores a média do mercado.

Por todas estas e outras é que gritamos: ABAIXO A CORRUPÇÃO. Por um movimento democrático e participativo CONTRA A CORRUPÇÃO EM PARAUAPEBAS E NO PARÁ!

Friday, July 12, 2019

Comunidades quilombas


Comunidades quilombolas terão bibliotecas nas escolas no estado do Rio
Publicado em 08/07/2019 - 08:23
Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro








Rio de Janeiro - Quilombo Sacopã, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Justiça penhora bens da comunidade quilombola em um processo tramitado por 30 anos na justiça. Na foto Maria Eduarda Garces Pinto, 8, neta do líder comunitário Luiz Sacopã.


O presidente da Academia Brasileira de Letras, professor Marco Lucchesi, assina na terça-feira (9) convênio com o Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj) para a formação de bibliotecas nas comunidades quilombolas e nas escolas que atendem essa população. Lucchesi informou à Agência Brasil,que o acordo com o Iterj, responsável pela titulação das terras quilombolas, resultou da viagem que fez em junho passado a quatro quilombos situados entre os municípios de Araruama e Cabo Frio, na Região dos Lagos: Maria Joaquina, Preto Forro, Fazenda Espírito Santo e Quilombo de Sobara.

"Foi um momento inesquecível em que fizemos como sempre doação de livros, mas, principalmente, pela proximidade com essa importante parcela da população brasileira", externou. De acordo com levantamento da Fundação Cultural Palmares, o Brasil tem 2.197 comunidades quilombolas reconhecidas, das quais 29 estão no estado do Rio de Janeiro. Marco Lucchesi disse ter ficado empolgado com a preservação de tradições quilombolas e decidiu manter com os quilombos uma maior aproximação do ponto de vista institucional e solidário. O acordo com o Iterj terá duração de um ano, prorrogável por igual período.
A ABL continuará fazendo uma escolha de livros adequada à realidade dos quilombos e o Iterj responderá pela capilaridade, identificando as carências existentes. Na aproximação com os qiuilombolas, o presidente da ABL contou com o auxílio do desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo, estudioso do tema do direito à terra na cidade e no campo e na relação do Estado na promoção desse direito.
Indígenas
Lucchesi pretende dar continuidade também à aproximação com os povos indígenas, iniciada este ano com a doação de uma estante com livros, CDs e DVDs para a biblioteca da Aldeia Guarani da Mata Verde Bonita, em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro.
A ação faz parte do Projeto Ivy Marey (que significa Terra sem Males), criado em parceria com a cacique Jurema Nunes de Oliveira e outros membros da aldeia. O projeto prevê maior aproximação cultural da academia com as oito aldeias Guaranis do estado do Rio.
Ainda neste semestre, o presidente da ABL fará viagem ao sul fluminense para conhecer os índios pataxós, "sempre com a mesma ideia de doar livros".
Prisões
Os presidiários continuam também na meta do presidente da ABL, que visitará este mês duas penitenciárias em Campos dos Goytacazes, no Norte do estado. A ideia principal é ter contato com as escolas prisionais, embora mantendo a vocação da ABL que é trabalhar no campo da cultura. "Isso exige hoje no Brasil uma escuta muito profunda de uma população à margem, muitas vezes, do que se espera minimamente dos brasileiros que estejam em situação de conflito com a lei, mas resgatando esse conflito, em uma situação que a gente espera que melhore".
A ABL oferece livros às escolas prisionais e também a escolas de periferia, mais vulneráveis, estas em acordo com a Marinha, sempre visando a formação de bibliotecas e leitores. "Sempre começa com uma palestra. Eu digo alguma coisa e acabo ouvindo. Essa escuta é fundamental nessas zonas de abandono e esquecimento". O mesmo ocorre em relação a hospitais e asilos. "Muitos hospitais já começam a entender que é preciso humanizar o próprio espaço. E essa humanização é composta de várias especificidades, entre as quais o fato que o doente pode ler, o acompanhante e os médicos também podem ler".
A Academia Brasileira de Letras mantém programas nesse sentido com os hospitais que "compreendam e estejam nessa mesma vibração e intensidade", disse Marco Lucchesi. Para escolas e centros que atendem deficientes visuais, a academia envia mais CDs e DVDs que o próprio presidente faz questão de escolher, um a um.
Preocupação
A maior preocupação de Marco Lucchesi hoje, em relação à população privada de liberdade, é com os mais jovens. "O que me interessa mais hoje, sobretudo, é visitar os menores privados de liberdade". Para ele, o Estado não pode ser movido pela raiva contra um menor que cometeu um delito, "e nem atender os instintos mais imediatistas e um pouco mais vingadores de quem não compreende o funcionamento do sistema". O professor revelou que, muitas vezes, durante visita a instituições onde ficam apreendidos menores infratores, ele tem visto jovens de distintas facções se reunirem para montar, com Lego, uma cidade com acessibilidade, democrática para todos. "Me interessa muito o trabalho com menores em conflito com a lei, é a minha menina dos olhos".
Lucchesi tem ido reiteradamente ao Centro Dom Bosco, ex-Padre Severino, onde se encanta com o trabalho dos professores e diretores, apesar de todas as carências que, nas prisões, se tornam mais agudas. "O que falta aqui fora, lá falta duas vezes mais". O presidente da ABL defendeu o aumento do número de vagas tanto para presos adultos, como para menores porque, na sua avaliação, os detentos querem estudar e trabalhar. Isso não é possível na estrutura das prisões que foram criadas no país, de castigo e punição absoluta, e não de um resgate mais profundo e humano, comentou.
A questão não é se os presos vão ficar melhores ou piores, disse. A questão é interior, ressaltou Marco Lucchesi. "Eles têm direito ao estudo, como seres humanos? Eles são brasileiros e têm garantia de que podem ir à escola? Essa é a pergunta essencial. E muitos mudam porque veem nova perspectiva". Para Lucchesi, trata-se de uma dívida social que precisa ser resgatada onde for possível.
Universidades
A ABL fará ainda em julho uma grande doação de livros para o Instituto Federal Fluminense, localizado em Campos dos Goytacazes, dentro da meta de fortalecer, "quando possível", as bibliotecas das universidades.
No campo social, a academia avança no sentido de tornar o site acessível para os deficientes visuais, transformando as informações escritas disponíveis em voz. "Estamos navegando para isso", disse.


Edição: Valéria Aguiar




Thursday, June 20, 2019

Analfabetismo no Brasil



Analfabetismo no Brasil cai entre 2016 e 2018 de 7,2% para 6,8%
É o que revela pesquisa do IBGE
Publicado em 19/06/2019 - 10:01
Por Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro






Analfabetismo
O analfabetismo no Brasil caiu entre 2016 e 2018. Na faixa entre 15 anos ou mais, passou de 7,2% em 2016 para 6,8% em 2018. No ano passado, eram 11,3 milhões de pessoas nesta condição.
Na comparação com 2017, a queda de 0.1 ponto percentual corresponde a menos 121 mil analfabetos entre os dois anos. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Educação 2018 (Pnad Educação), divulgada hoje (19), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, o analfabetismo no Brasil está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos.
Assista à reportagem da TV Brasil

Nas pessoas de 60 anos ou mais, a taxa declinou de 20,4% para 18,6%, o mais alto percentual entre as faixas de idade. A taxa de 2018 equivale a quase 6 milhões de analfabetos.
O percentual de mulheres é maior (19,1%) que o dos homens (18%), mas quando a análise é entre 15 ou mais anos, as mulheres têm taxa menor (6,6%) do que os homens (7%). Segundo o IBGE, entre os mais velhos, o analfabetismo, em grande parte, ocorre por questões demográficas, como o envelhecimento da população.
Apesar da queda no analfabetismo, o Brasil pode não cumprir a meta de erradicação em 2024 para a faixa de 15 anos ou mais. Segundo a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE (Coren), Marina Aguas, a queda verificada entre 2016 e 2018 é significativa em termos estatísticos, mas até 2024 muita coisa pode acontecer.
“Tem uma meta intermediária que foi de 2015, que era de o analfabetismo ser de 6,5%. Até agora a gente não cumpriu a meta intermediária e a erradicação do analfabetismo em 2024. Para alcançarmos essa erradicação, os desafios são grandes, mas para acontecer vai depender do que a política pública vai fazer por este grupo para que essas pessoas sejam alfabetizadas”, observou a analista.
Cor ou raça
Na análise de cor ou raça a diferença é grande. Em 2018, 3,9% das pessoas de 15 anos ou mais analfabetas eram brancas, enquanto as pessoas pretas ou pardas eram 9,1%.
Com 60 anos ou mais, a diferença é ainda maior. As brancas são 10,3% e as pretas e pardas, 27,5%.
Analfabetismo por regiões
Embora tenha registrado no período 2017 e 2018 uma queda de 14,48% para 13,87% na faixa de 15 anos ou mais, o Nordeste é a região com maior percentual, seguido do Norte (7,98%), Centro-Oeste (5,40%), Sul (3,63%) e Sudeste (3,47%).  As diferenças se mantêm na faixa de 60 anos ou mais. No Nordeste são 36,87, no Norte 27,02%, no Centro-Oeste 18,27%, no Sul 10,80% e no Sudeste 10,33%.
Nível de instrução
Outro dado que chamou atenção no Brasil em termos educacionais entre 2016 e 2018 foi o percentual maior de pessoas que concluíram pelo menos as etapas básicas de educação obrigatória, que é chegar, no mínimo, ao ensino médio completo.
A taxa subiu de 45% em 2016 para 47,4% em pessoas com 25 anos ou mais. Em 2018, as mulheres nesta situação (49,5%) eram em maior quantidade que os homens (45%).
As pessoas brancas somavam 55,8%, enquanto as pretas e pardas, 40,3%. Quando a análise se refere aos sem instrução, o percentual caiu de 7,8% para 6,9%.
Para o IBGE, como as trajetórias educacionais variam ao longo da vida, o indicador é melhor avaliado entre as pessoas que já poderiam ter concluído o processo regular de escolarização, em geral, em torno dos 25 anos.
Também nesses dados, as diferenças regionais chamam atenção. No Nordeste, apesar do número de pessoas com ao menos a etapa do ensino básico completo ter crescido em 2018 (38,9%), ainda é baixo em relação às outras regiões.
No Centro-Oeste é de 48,7%, no Sul (45,7%), no Norte (43,6%) e no Sudeste (53,6%). “É uma diferença grande”, disse Marina Aguas.
Metodologia
A Pnad Contínua levanta trimestralmente, por meio de questionário básico, informações sobre as características básicas de educação para as pessoas de 5 anos ou mais de idade.
A partir de 2016, começou a incluir o módulo anual de educação, que, durante o segundo trimestre de cada ano civil, amplia a investigação dessa temática para todas as pessoas da pesquisa.
Saiba mais

Edição: Kleber Sampaio
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Wednesday, June 12, 2019

Alfabetização


Crianças pobres se alfabetizam mais tarde que as ricas, diz economista
Desafios da alfabetização estão em debate nesta segunda em São Paulo
Publicado em 10/06/2019 - 16:52
Por Ludmilla Souza - Repórter da Agência Brasil São Paulo





Alfabetização
Mais da metade das crianças brasileiras chegam ao final do 3° ano do ensino fundamental sem saber ler e compreender textos variados, o que prejudica o aprendizado dos demais componentes curriculares nas diferentes etapas de formação. É o que revela a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA 2015). Este e outros desafios do século 21 na alfabetização estão sendo debatidos hoje (10) pelo Instituto Ayrton Senna, que reuniu educadores e especialistas na área para apresentar possíveis caminhos e políticas públicas para que crianças e jovens tenham oportunidade de desenvolver todo seu potencial.

Ricardo Paes de Barros, subsecretário de Ações Estratégicas da SAE/PR, durante reunião de ministros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), no Palácio Itamaraty (José Cruz/Agência Brasil)
 No Brasil, crianças pobres se alfabetizam um ano mais tarde que as mais ricas, diz o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros - José Cruz/Arquivo/Agência Brasil
O economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros, apresentou um diagnóstico da alfabetização no Brasil, no qual um dos dados preocupantes é que crianças pobres se alfabetizam um ano mais tarde do que as ricas. "No nosso sistema educacional, a alfabetização desnivela o ponto de partida, o que é péssimo para quem acredita que a educação é a base para construir uma sociedade mais igualitária", afirmou Barros.

Para o economista, o analfabetismo tem grande impacto enorme sobre o que acontece no dia a dia. "Na hora em que a pessoa sai de casa, vai fazer uma compra, vai pegar um ônibus. Enfim, tem uma consequência de longa duração naquilo que a pessoa vai conseguir alcançar no seu projeto de vida."

O diagnóstico mostra que, no Brasil. 55% das crianças ao final do 3° ano têm proficiência inadequada em leitura e 54% em matemática. A Meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) é alcançar 0% em 2024.

"Os resultados [do diagnóstico] mostram a importância da alfabetização. E é importante perceber que o número de matrículas está caindo acentuadamente por causa da transição demográfica e porque estamos reduzindo a taxa de distorção idade/série", disse o economista. Ele acrescentou que, com isso, haverá cada vez menos crianças para ser alfabetizadas. "Com o aumento das funções docentes e da qualificação dos professores e com a estabilidade no gasto com a educação, vamos ter mais oportunidades para gerar uma alfabetização de melhor qualidade", afirmou o economista.

Barros ressaltou que, ainda assim, há municípios que conseguem alfabetizar com recursos muito limitados. "Mesmo assim, [essas cidades] conseguem ter um sistema muito resiliente e conseguem alfabetizar as crianças de maneira impressionante."

Um desses municípios é Sobral, no Ceará. Na reunião desta segunda-feira, o prefeito Ivo Gomes falou sobre as experiências que Sobral fez para mudar as baixas taxas de alfabetização nos municípios. Em 2000, a taxa de abandono escolar nos anos iniciais era de 6,74% e de 21,14% nos anos finais. No ano passado, a taxa mudou para 0% e 0,10%, respectivamente.

"O município tem criado metas para que o aluno possa superar a média brasileira em leitura, matemática e ciências", disse Ivo Gomes. Segundo o prefeito, o município tem trabalhado no fortalecimento da gestão escolar e da ação pedagógica e na valorização do magistério. "O professor é o coração do sistema público de ensino", enfatizou.

Para Gomes, isso se deve à vontade de melhorar o ensino. "Na educação não há político, e sim políticas públicas", concluiu.
Cooperação técnica
Durante o evento, também foi assinado o termo de cooperação técnica entre o Instituto Ayrton Senna e o Conselho Nacional da Educação para estudos de alfabetização integral. "O Instituto e o CNE vão trabalhar juntos na perspectiva de olhar para o futuro e nas diretrizes próximas veiculadas tanto na área de educação infantil quanto na educação fundamental, naquilo que concerne à alfabetização", disse o diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos.

Já o presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Robert Curi, ressaltou que o termo vai atribuir aprendizado ao trabalho do CNE. "A presença do Instituto Ayrton Senna no acordo irá atribuir ao nosso trabalho além de uma imensa riqueza, um imenso aprendizado no contato com o conjunto da sociedade", disse Curi.

Edição: Nádia Franco
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