Wednesday, May 25, 2016

Sob estrelas...





COMO SEMPRE

LI esta historia há séculos. Nunca saiu da minha cabeça. É assim, quando deixamos para amanha podemos estar perdendo para sempre. E sempre me coloquei no lugar de Lara ou Jason, nunca no coração e coragem da máquina. Há algo acontecendo entre as estrelas. Sempre tem algo acontecendo entre as estrelas e mundos. Leiam carinhosamente. Saudades da minha incrível e maravilhosa Revista Kripta. Saudade dos anos  noventa.














Monday, May 09, 2016

Vamor reabrir o cine Olinda!



Movimentos protestam por reabertura do Cine Olinda, fechado há mais de 35 anos


  • 05/05/2016 23h09
  • Recife
Sumaia Villela - Correspondente da Agência Brasil 





 Fachada do Cine Olinda, fechado há mais de 35 anos para reforma. Movimentos de audiovisual defendem a reabertura do espaço André Dib/CineRua

Fechado há mais de 35 anos, o Cine Olinda, que leva o nome da cidade histórica de Pernambuco onde está localizado, voltou a receber hoje (5) uma mostra de filmes. A exibição, no entanto, teve que ser feita do lado de prédio, já que o espaço está fechado para reforma há décadas. A sessão de filmes na rua foi programada justamente para chamar a atenção para o problema, como um protesto.

“Essa reforma é mais velha que eu. Muitas pessoas nem sabem que isso é um cinema. Esperamos que com essa atividade ao lado do cinema as pessoas olhem para ele, saibam da sua existência e cobrem do Poder Público a conclusão da reforma e a abertura desse equipamento cultural”, disse integrante do movimento CineRua Karuna de Paula.

O Cine Olinda, que em 2016 completa 105 anos, foi fechado em 1965. De acordo com pesquisa feita pelo movimento CineRua, após o fechamento, o prédio teve vários fins – de armazém de açúcar a alojamento para desabrigados – até ser desapropriado em 1979. Em 1981, a primeira tentativa de reforma para devolver o cinema ao local não foi concluída.

O prédio é um exemplar da arquitetura Art Déco, típico das décadas de 1920 a 1940, e estava em ruínas até a restauração da estrutura entre 2003 e 2004. A Prefeitura de Olinda concluiu o serviço, mas argumentou na época que não havia recursos para montar o cinema e fazê-lo funcionar.

Quatro anos e uma tentativa frustrada depois, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) assumiu o projeto, mas questões burocráticas prejudicaram o andamento dos trabalhos. A última notícia foi a suspensão do contrato com a empresa que ganhou a licitação para realizar o serviço, em março de 2016.

Em 2008, o Cine Olinda chegou a ser aberto para abrigar alguns eventos, como a Mostra de Cinema Sapo Cururu, e em 2011 foi um dos espaços da Casa Cor, mostra e arquitetura e design. A sala de exibição, no entanto, nunca ficou pronta, reduzindo ainda mais o número de cinemas de rua na região. E Olinda e Recife vários estabelecimentos do tipo já fecharam diante da competição com as grandes companhias exibidoras instaladas em shoppings.

Cinemas de rua
A valorização dos cinemas de rua é a bandeira do movimento CineRua. “A sociabilidade do cinema de rua é diferente do cinema de shopping. A relação de intimidade e de propriedade é diferente. Tomamos como exemplo o Cine São Luiz, o maior daqui [do Recife]. Tem um preço acessível e atrai pessoas que estão saindo do trabalho, marcam encontro com o namorado, estão esperando uma loja abrir ou encontrar uma pessoa. A ida ao cinema pode ser mais ocasional”, disse Karuna de Paula.

A ativista defendeu também a necessidade de espaços para exibição de produções independentes, sobretudo nacionais e pernambucanas, já que cinemas de shopping ocupam quase todas as suas salas com superproduções estrangeiras. “Pernambuco é um dos estados com maior produção atual, e de qualidade. É preciso escoar tudo isso, e os cinemas de rua tem essa característica. Exibem filmes que falam com o local, que problematizam a realidade.”

O CineRua, o movimento Ocupe o Cine Olinda e o Ponto de Cultura Cinema de Animação divulgaram e recolheram assinaturas para um manifesto que será entregue aos órgãos públicos responsáveis pelo cinema, como o Iphan e a Prefeitura de Olinda. “Reivindicamos o Cine Olinda não apenas como sala exibidora de cinema independente, dando vazão a uma importante produção ignorada pelo mercado, mas como um núcleo de formação, produção e exibição, um centro cultural capaz de abrigar pontos de cultura e outros núcleos aglutinadores da produção criativa”, diz um trecho do documento.

 Atividades pela reabertura do Cine Olinda incluíram exibição de curtas-metragens, feira de artesãos e música  Sumaia Villela/Agência Brasil 

No manifesto, os grupos pedem ainda que o Iphan e a prefeitura esclareçam publicamente a atual situação e a gestão do equipamento, “e que se coloque em discussão estratégias e soluções para que ele seja entregue à população ainda este ano”. O manifesto também pede a realização de uma audiência pública em até 30 dias, com participação do Ministério Público, para definir formas de ocupação e de reinício das obras, além da criação de um comitê de fiscalização para acompanhar as providências.

Filmes, música e feira
Na programação de hoje (5), estavam em cartaz curtas-metragens que tinham como tema o sítio histórico da cidade e o próprio Cine Olinda. Depois da exibição, os autores participaram de um debate. O encerramento ficou por conta da exibição especial de Noturno em Ré-cife Maior (1981), de Jomard Muniz de Brito, com trilha sonora ao vivo do músico e compositor Johann Brehmer.

Também houve projeções na fachada do prédio, uma feira de artesãos e música, que atraiu muitos moradores das redondezas. Na plateia, duas moradoras da comunidade da Praia dos Milagres levaram os filhos para assistir aos filmes. Uma delas, a empregada doméstica Maria da Conceição Albuquerque da Silva, 42, é personagem de um documentário exibido no local, Milagres, e gostaria de ver o filme dentro do Cine Olinda. “Ficava mais bom, né? Ficava mais bonito, mais legal pra gente assistir.”

A amiga Gilvaneide Araújo, 30, sabia que o prédio era um cinema, mas achava que o espaço estava abandonado. A dona de casa acredita que a comunidade poderia se beneficiar com o equipamento cultural. “Seria ótimo, principalmente pras crianças.”
Por anos, uma salinha de cinema foi montada no Clube Atlântico, ao lado do Cine Olinda, onde a artista plástica Maria Luísa Mendes Lins, 69, conhecida como Isa do Amparo, lembra de ter visto um festival de animação. Nascida na Bahia, ela mora há 35 anos no município – e quando chegou o Cine Olinda já estava fechado.

Edição: Luana Lourenço
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Wednesday, April 20, 2016

Brasilia é bela assim



Arquitetura moderna e luminosidade inspiram fotógrafo em mostra sobre Brasília
  • 20/04/2016 07h06
  • Brasília
Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil






 Exposição Hiperfoto-Brasília, no Museu Nacional da República, faz parte das comemorações do aniversário da cidade Elza Fiúza/Agência Brasil




O fotógrafo francês Jean François Rauzier conta que, após visitar Brasília, sua arte tomou novos rumos. A arquitetura moderna, a luminosidade, as esplanadas e eixos viários “esvaziados” de pedestres foram algumas das características da capital que trouxeram, segundo o artista, um sopro de juventude ao seu trabalho.

Na exposição Hiperfoto-Brasília, que faz parte das comemorações do aniversário da cidade e será aberta hoje (20), o público poderá ver 31 obras que retratam a cidade sob uma perspectiva diferente da habitual. Com um trabalho minucioso de colagem, a partir de milhares de fotos, Rauzier constrói paisagens hiper-realistas a partir de monumentos, jardins, prédios e pedestres.

O fotógrafo diz que as hiperfotos são mais reais do que a própria realidade. “Uma fotografia, por exemplo, retrata só um ponto de vista mas, com as hiperfotos, você vê vários pontos de vista, vários detalhes, em uma única obra”.

Para Wagner Barja, diretor do Museu Nacional da República, onde está a exposição, a obra de Rauzier traz, além da monumentalidade de Brasília, aspectos que remetem à história da arte e referências a grandes artistas clássicos europeus, “montando uma espécie de inventário sobre a cidade”.

Rauzier contou à Agência Brasil que ficou surpreso ao perceber que os jardins da capital e muitos monumentos são ocupados, basicamente, por jardineiros e seguranças, que trabalham diariamente na preservação dos locais.

Inspirado por essa constatação, o fotógrafo compôs um painel de 20 metros de comprimento, onde cria um retrato desses trabalhadores, inseridos em imagens da capital. “Os jardineiros são como pessoas guardando o templo da cidade e graças a eles [a cidade] não está totalmente deserta”.

O artista diz que para cada obra utiliza entre 800 e 1.200 fotos. Ele tem uma equipe de auxiliares que trabalham as imagens, retirando digitalmente todos os elementos que Rauzier não irá utilizar. Carros e pessoas, por exemplo, são excluídos. Depois, ele começa o processo de montagem e composição.

Rauzier, que tem influências do cubismo, do surrealismo, do mosaico e do barroco, também utiliza animais e vegetação nas suas composições. O artista cria mundos oníricos, que oferecem uma reflexão sobre temas como progresso, opressão, liberdade e ecologia.
“É meu jeito de mostrar como a vegetação está ocupando a cidade de maneira diferente. E gosto de colocar animais pois me remete à infância e às fábulas de La Fontaine. Além disso, em Brasília não vemos muitas pessoas pois elas estão em seus carros”, observa.
Outro elemento que se repete em várias obras de Rauzier é um homem de chapéu. Segundo o artista, a presença do personagem propicia ao público a noção da escala das obras e convida as pessoas a entrar em suas fotografias.

Rauzier já fez uma exposição de hiperfotos no Rio de Janeiro, com imagens da capital fluminense. Depois de Brasília, seu projeto segue para Salvador e São Paulo, com fotos dessas cidades.

Em Brasília, a exposição está no Museu Nacional da República até o dia 5 de junho. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 9h às 18h30. O Museu Nacional fica na Esplanada dos Ministérios.

Além das hiperfotografias, o público poderá assistir a vídeos sobre o processo de criação das obras do artista.

Edição: Graça Adjuto

Wednesday, April 13, 2016

Encantamento... maravilha pura!



JEITO FACEIRO







Uma heroína e sua belíssima voz. Um herói e sua belíssima poesia... VIRGINIA RODRIGUES E CAETANO VELOSO. Nada mais a dizer. Apenas DESLUMBRE, ADMIRAÇÃO, ENCANTAMENTO. É de arrepiar. E as imagens então?