Thursday, September 24, 2015

Transgeneros, conhecimento da diversidade sexual.



Sem medo de fazer gênero:
entrevista com a filósofa americana Judith Butler



ÚRSULA PASSOS
ilustração avaf - 20/09/2015 02h01
RESUMO Importante nome dos estudos de gênero e da teoria queer, a filósofa americana Judith Butler esteve pela primeira vez no Brasil no começo deste mês. Ela, que desenvolveu a ideia de gênero como uma performance que repete normas dominantes, fala em entrevista sobre direitos e nossa responsabilidade com o outro. 











No último dia 9, em São Paulo, um grupo de cerca de dez pessoas protestava, em frente do Sesc Vila Mariana, contra a presença ali de uma filósofa americana, com cartazes que diziam frases como "Fora aberração de gênero" e "Cuidado! Querem impor a ideologia homossexual nas escolas". 

Em 1990, Judith Butler lançou o livro que seria um dos marcos do feminismo recente e que influenciou os estudos de gênero e a teoria queer –nome dado ao amplo campo para o qual o gênero, sexo e orientação sexual são construções sociais, e não determinações biológicas–, que ganhavam espaço nas universidades e centros de pesquisa desde os anos 1970 e que se fortaleceram na década de 90. 

"Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade" [trad. Renato Aguiar, Civilização Brasileira, R$ 39, 238 págs.], que acaba de ser relançado no Brasil, se insere nos estudos pós-estruturalistas e questiona a busca de uma identidade para o sujeito do feminismo. 

A partir da conhecida frase de Simone de Beauvoir em "O Segundo Sexo" –"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher"–, dos estudos de linguagem e da psicanálise, a hoje professora da Universidade da Califórnia em Berkeley questiona o aspecto binário –masculino ou feminino– do gênero e a ideia de que ele seja natural e biológico. 

Visitando escritos como os de Michel Foucault –e sua reflexão sobre a hermafrodita Herculine Barbin–, Luce Irigaray, Monique Wittig, Lacan e Julia Kristeva, ela desenvolve o conceito de gênero como "performativo" –fabricado culturalmente, uma performance repetida e reencenada de normas e significados estabelecidos socialmente que se legitimam pela imitação de convenções dominantes. 

Para subverter e evidenciar o caráter construído de noções como feminilidade e masculinidade, propõe práticas paródicas que rompam com categorias como sexo, gênero e sexualidade, mostrando que se referem a um original também artificial. 

Desde então, Butler se dedica ao campo da ética no mundo contemporâneo, desenvolvendo reflexão sobre a precariedade do ser humano e sua necessidade do suporte do meio e do entorno social. 

Até este ano, além de "Problemas de Gênero", estava disponível no Brasil apenas "O Clamor de Antígona: Parentesco entre a Vida e a Morte" [trad. André Cechinel, editora UFSC, R$ 20, 128 págs.]. Nesse livro de 2000, ela imagina, a partir da peça de Sófocles, que, se o mito fundador da psicanálise fosse o de Antígona, e não o de Édipo, seria possível separar família e parentesco. 

Talvez graças à sua primeira vinda ao Brasil, onde falou em Salvador, São José do Rio Preto e São Paulo, teve outros dois livros traduzidos. Em "Relatar a Si Mesmo: Crítica da Violência Ética" [trad. Rogério Bettoni, Autêntica, R$ 39,90, 200 págs.], de 2005, defende que somos constituídos pelos outros e evidencia a impossibilidade de um sujeito ético totalmente racional e transparente. 

Já "Quadros de Guerra: Quando a Vida é Passível de Luto?" [trad. Sérgio Tadeu de Niemeyer Lamarão e Arnaldo Marques da Cunha, Civilização Brasileira, R$ 39, 288 págs.], publicado nos EUA em 2009, reúne ensaios da filósofa que, a partir da guerra do Iraque, reflete sobre a existência de vidas que, por não serem consideradas vividas, não são lamentadas quando perdidas; vidas cuja violação não é problematizada. 

Ao falar na capital paulista, no 1º Seminário Queer, promovido pela revista "Cult", sobre vulnerabilidade, precariedade dos corpos, resistência para além do campo legal e mobilização, Butler disse que, caso os manifestantes tivessem entrado, talvez aprendessem alguma coisa. Na ocasião, ela também comentou a exclusão do Plano Municipal de Educação de menções a gênero e diversidade sexual, que qualificou como censura que "busca calar a discussão sobre o quão variado o gênero pode ser". 

Nesta entrevista, Butler comenta a abordagem de questões de gênero com jovens e crianças nas escolas, fala de movimentos sociais, entre eles a luta LGBTQI –sigla que inclui transgêneros, queer (ou pessoas de gênero fluído, que não se reconhecem nem no feminino nem no masculino) e intersexuais (pessoas que nascem sem características fisiológicas e físicas claras que determinem seu gênero, chamadas, no campo médico, de hermafroditas)–, e também da crise dos refugiados na Europa.


Folha - Como seu pensamento e seus escritos mudaram desde "Problemas de Gênero"?
Judith Butler - Eu mudo minhas visões e aprendo muito com meus críticos mais generosos. Eu acreditei numa coisa em certo momento e agora acredito em outras e de novo mudo minhas opiniões. Crio minhas teorias de forma nova a cada vez e, mesmo que determinados textos ressoem em outros, eles não seguem em linha reta. 

"Problemas de Gênero" foi escrito em meio à epidemia de aids nos EUA, mas também estava relacionado a um atuante movimento político nas ruas, como o Act Up, Queer Nation, e a uma vibrante cena de bares gays e lésbicos na qual havia experimentação tanto quanto ao gênero como à sexualidade. 

O movimento LGBT ainda não era "mainstream", e os direitos ao casamento não eram o mais importante. Vivemos em outra época, eu mesma estou mais alerta a formas globais que a luta por direitos sexuais e de gênero tomou. 


O movimento trans é forte e segue se fortalecendo. Os direitos ao casamento geraram uma comunidade marginalizada, que está experimentando outras formas de relacionamento e de práticas sexuais. 

O trabalho sobre performatividade se desenvolveu em vários campos, e minha visão é uma em meio a tantas. Acho que estava preocupada, mesmo em "Problemas de Gênero", com uma questão: que vidas merecem o luto? 

Eu vi muitas vidas perdidas pela aids e muito frequentemente elas não eram devidamente reconhecidas e lamentadas. Mas agora estou ciente de [que essa questão atinge] outros grupos, o que inclui pessoas LGBTQ [lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e queer], pessoas alvejadas em guerra ou abandonadas pelas políticas de austeridade. 

Como frisar o modo desigual com que se valorizam e choram diferentes vidas? Sinto que o valor de uma vida se deve em parte ao seu potencial de condição de luto. Continuo afirmando a política performativa, especialmente quando empreendida por grupos que buscam estabelecer e redefinir um sentido democrático de povo. 

Em "Quadros de Guerra" você trata de como algumas vidas não têm esse direito ao luto. Mais do que a foto do menino sírio na praia turca recentemente, vemos todos os dias imagens das consequências da crise migratória na Europa. Que direitos negamos a essas pessoas?
Eu acho que aquela foto inquire sobre que relação temos com a criança morta. Somos responsáveis? Ou essa criança é problema dos outros? Alguns países estão muito felizes em aumentar sua riqueza e mandar que as dívidas sejam pagas, fechar suas fronteiras e insistir em sua "europeidade". Mas qual é sua responsabilidade para com tantas pessoas que lutam para deixar zonas de guerra e a miséria econômica para entrar na riqueza da Europa? Em dado momento, todos teremos de saber que pertencemos uns aos outros e que há formas de pertencimento com claras implicações éticas e políticas que transcendem o Estado-nação. Então talvez se torne obrigatório abrir mão dos lucros do Primeiro Mundo a fim de produzir infraestrutura social para os que vivem em condições precárias. 

Que obrigações temos para com outros humanos aos quais não nos ligamos formal ou legalmente?
Antes de responder, lembremos que leis internacionais estipulam obrigações para com a humanidade. Mas, mesmo havendo tribunais internacionais, seus julgamentos não têm o efeito compulsório das cortes nacionais. Uma decisão legal sem força policial não é a mesma que uma com força policial. Ainda que indivíduos possam ser julgados e presos como criminosos de guerra e por cometer crimes internacionais contra a humanidade, há limitações para o que cortes internacionais podem fazer. 

A questão que me interessa é se obrigações legais têm de se fundamentar em obrigações pré-legais ou extralegais. Se perguntarmos por que devemos nos importar com refugiados em busca de abrigo e segurança em outro canto do mundo, talvez sejamos obrigados a questionar o que nos une a outras pessoas, inclusive as que não conhecemos e não conheceremos. 

Se essa população em sofrimento não compartilha comigo uma língua, um território, um sistema legal, ainda assim tenho de reagir de modo a diminuir seu sofrimento? Acredito que estejamos unidos aos que não conhecemos e não conheceremos, e eles a nós, sem saber nossos nomes. Essa ligação anônima é crucial para a ideia de responsabilidade global. 

Como remodelar nossa noção do que é o humano?
Acho que o humano está sendo remodelado o tempo todo pelas tecnologias, pelas guerras, pela mudança climática. Nossa capacidade de remodelar o humano emerge em meio a um processo histórico ao qual nós não demos origem. Acredito que agora se ache que a distinção humano/animal não é mais útil. E nossa dependência da tecnologia também está sendo amplamente compreendida como parte da condição humana. 

O humano não pode ser humano sem o mundo objetivo e sem os suportes que tornam possível sua continuidade. Em minha opinião, a implicação do humano nos mundos objetivo e animal oferece uma maneira de pensar políticas do meio ambiente para além da presunção do antropocentrismo. 

Como as novas lutas e conquistas de transgêneros e intersexuais têm influenciado seu trabalho?
Tenho tido discussões interessantes com ambos os grupos. Ativistas intersexuais têm visões variadas, e alguns estão furiosos com uma versão da teoria queer que questiona o binarismo homem-mulher. Acham importante ter uma designação clara de gênero, especialmente para crianças intersexuais que querem poder se identificar e serem reconhecidas entre seus pares. Da mesma forma, algumas pessoas transexuais argumentam que a teoria queer faz do gênero algo volitivo, e ao menos alguns dizem que seu sentimento de gênero pode ser tão profundamente consolidado a ponto de merecer ser chamado "inato". 

Para aqueles que argumentam nesse sentido, a teoria queer é orientada demais para uma escolha livre e uma construção social. Essas visões são importantes. Claro que há pessoas trans que contestam o binarismo homem-mulher. E existem intersexuais que pedem um terceiro gênero ou uma maneira de marcar seu status intersticial. Então não há visões únicas em nenhuma das comunidades. 

Um ponto para o qual venho chamando atenção é que designação de gênero é algo que nos acontece. É uma interpelação a contragosto. E, nesse sentido, a construção social do gênero sempre começa de modo radicalmente involuntário. Pode-se debater quais aspectos do gênero são inatos ou adquiridos, mas é mais importante reconhecer o efeito involuntário da designação de gênero e a resistência profundamente consolidada [de alguns] a tal designação. Essa resistência pode ser crucial para a sobrevivência e conformar um preceito básico da identidade de alguém. 

Eu aceito que algumas pessoas tenham um sentimento profundo de seu gênero e que isso deva ser respeitado. Eu não sei explicar esse sentimento profundo, mas ele existe para muitos. Pode ser uma limitação para minha análise eu pessoalmente não ter esse sentimento profundo de gênero. Pode ser que essa ausência seja o que motivou minha teoria. 

Que fronteiras há entre feminismo, estudos de gênero e estudos queer?
Às vezes há tensões claras entre esses campos, mas em outras há formas tocantes de solidariedade. Sou a favor de produzir formas de solidariedade que prescindam de acordo. Não podemos ter um feminismo dedicado à justiça social sem comprometimento com a justiça social para pessoas trans. E não podemos ter estudos de gênero que não sejam baseados em feminismo e em perspectivas emergidas de estudos gays, lésbicos, intersex, bissexuais e trans. Essas pontes têm de ser construídas. 

Como entender a construção de identidades trans e queer dentro da ideia de performatividade?
Às vezes ela funciona como teoria, às vezes não. Ela nunca quis explicar tudo. Acho, porém, que toda vez que colocamos reivindicações por direitos, ou insistimos em estar em público sem sermos molestados, feridos ou presos, usamos da performatividade. Não só dizemos quem somos mas "fazemos" quem somos e pedimos ao mundo que aceite. Eu diria que isso é performatividade. 

Em sua conferência em São Paulo, você disse saber da exclusão do termo "gênero" e das discussões em torno dele no Plano Municipal de Educação. Também viu alguns manifestantes com cartazes contra a chamada "ideologia de gênero". Por que temer gênero?
Meu entendimento é de que algumas pessoas temam que "gênero" signifique que não haja leis naturais que regulem a divisão entre sexos. Elas querem leis naturais para estabelecer a questão de gênero para elas. Se você nasce com um conjunto de características, você é uma garota, e você vai se tornar heterossexual e vai casar e não vai ter empregos que adequadamente pertencem aos homens. 

Se essa sequência é culturalmente variável, então você pode nascer com um conjunto de características e vir a adquirir outros conjuntos. Ou pode ter seu gênero redesignado e se tornar homem, e pode ser hétero, gay, bi ou assexuado. Pode casar ou não, com alguém do mesmo gênero ou não. Você pode se divorciar, até diversas vezes. Você pode ser poliamoroso e ter vários parceiros. 

Enquanto alguns entendem que vidas podem ter várias trajetórias de gênero e sexuais, os que temem gênero querem que haja só uma vida. E querem que ela seja fixada por Deus ou por lei natural. Todo o resto é caos amedrontador, e com frequência escolhem o ódio como forma de lidar com seus medos. 

Como professores de crianças e adolescentes podem tratar a teoria e os estudos queer nas escolas?
A teoria queer sugere uma série de reflexões importantes aos jovens. Eis algumas: Como você sabe de que gênero você é? E como você se imagina no futuro? O gênero está ali desde o começo ou se estabelece com o tempo? Existem mais que dois gêneros? O que é gênero e como funciona? Pode deixar de funcionar? Por que algumas pessoas se inquietam tanto sobre gênero, sobretudo quando outra pessoa não tem a aparência que se esperaria? Por que crianças às vezes são intimidadas por causa de seu gênero? E se seu corpo não aparenta o gênero que você sente ter? Como é olhar-se no espelho e não ver seu eu do jeito que o sente? Qual a diferença entre sexo e gênero? Por que existem tantas ideias diferentes de gênero de acordo com o lugar de onde se vem? 

E há algumas questões relacionadas à sexualidade: Como sei se sou hétero ou gay? São as únicas duas opções? Como aprendo o que quero? Como testo o que eu quero? Se eu me sinto atraído por alguém do mesmo sexo, sou gay? Por que às vezes ficamos nervosos com pessoas pelas quais somos atraídos? Por que às vezes é mais fácil ficar sozinho lendo ficção científica? Como lésbicas fazem sexo? O que é coito anal? Os bissexuais são só "indecisos"? Por que às vezes temos vergonha do que desejamos, de nossas fantasias? Por que às vezes temos vergonha ou ficamos inquietos quanto a desenvolver novas características sexuais ao crescermos? Por que algumas pessoas odeiam gays e lésbicas? Por que às vezes é tão assustador não se encaixar? O que as crianças podem fazer por um mundo em que ninguém sofra por causa de seu gênero ou sexualidade? 

Você escreveu em "Problemas de Gênero" que "rir de categorias sérias é indispensável para o feminismo". Quais são essas categorias e por que ser feminista hoje?
Talvez gênero seja uma dessas categorias. Quando não fico irritada, eu rio ao ter de preencher a opção "masculino" ou "feminino". Se você pensar bem, é um jeito esquisito de dividir o mundo. Por que essa é a primeira questão que é feita e respondida quando uma criança nasce? Talvez nos transformemos em nosso gênero, ou nos livramos dele? Não dizemos quando uma criança nasce: "É um heterossexual!". 

Pode-se escapar do gênero?
Na verdade, não. Mesmo que às vezes possamos e que por vezes nos vejamos fora de suas normas, sempre nos relacionamos com aquilo pelo qual somos chamados, interpelados. Podemos recusar e mudar gêneros, tentar viver fora das normas, mas lidamos com um mundo social que vai desafiar isso. Mesmo a quebra mais radical de gênero tem de lidar com instituições, discursos e autoridades que buscarão designações pelo gênero. É uma luta.
ÚRSULA PASSOS, 28, é redatora da "Ilustríssima".  avaf (assume vivid astro focus) é o nome da dupla de artistas formada pelo carioca Eli Sudbrack e pelo parisiense Christophe Hamaide-Pierson.


Monday, September 07, 2015

Dor e desespero em fuga

DOR
E DESESPERO








Estas fotos traduzem o que sentimos como humanos quando vemos o sofrimento dos outros. São poucas, mas bastante.






Sunday, August 16, 2015

É assim o amor ou a paixão?

Tirando a virgindade de um
homem de 60 anos

Historia real e local.













Outro dia recebi um comentário em um dos relatos que fiz, dizendo que eu era vulgar. Na verdade eu sou mesmo e gosto disso, então devo entender a crítica como elogio. O relato de hoje trata da transa mais intensa que eu já tive e não recomendo a leitura à pessoas que se ofendem com sexo vulgar. Este será exatamente o caso e devo dizer que não me arrependo nem um pouco de ter tido esta experiência. Não pretendo repeti-la, mas gostei. Se você não gosta de sexo barra pesada, sugiro que procure outro relato para ler.

Isto aconteceu quando eu tinha uns trinta anos. Na época eu era casado com uma mulher que não sabia que eu era bissexual. Eu era um cara bem alto (1,86) e relativamente magro (80 Kg), pernas grossas e peludas e uma bunda que, modéstia aparte era deliciosa. Bem redonda, grande, com poucos pelos. Meu pau tem uns 21 cm mas é bem grosso.

O Ano era 1992 eu trabalhava em uma empresa bem grande. Costumava ir cedo pra casa e raramente fazia hora extra. Meu chefe era uma cara de estatura média (1,75), cabelos brancos (cerca de 60 anos) e um corpo impressionante. Par falar a verdade, até aquela época eu nem pensava em fazer sexo com homens de cabelos brancos. Mas uma vez aconteceu um lance que me fez desejar meu chefe.

Antes de contar, acho que é preciso falar um pouco da personalidade daquele homem. Vamos chamá-lo de Valter. Tratava-se do mais completo ergomaníaco (viciado em trabalho). Chegava todos dias muito cedo e não ia embora antes das 10 horas da noite. Além de trabalhar muito, era competente e profundamente rigoroso com os empregados. No meu caso, de vez em quando havia uma bronca por atraso ou outro coisa qualquer, mas de uma maneira geral, eu gostava mais dele do que os outros. A maioria do pessoal odiava o Valter.

O que me fez ficar com tesão por este homem foi uma vez em que nós estávamos ajustando um equipamento juntos. Estávamos os dois abaixados. Ele agachado ao lado do equipamento e eu deitado sob aquela máquina. Na posição em que estávamos dava pra ver quem andasse no andar de cima do galpão. Quando estávamos os dois abaixados, a Lúcia começou a descer as escadas e ficou parada no meio da escada, conversando com a Raquel. Na posição que nós estávamos, tínhamos a mais completa visão da calcinha da Lúcia. Era impossível não olhar aquela mulher deliciosa. Inicialmente eu olhei disfarçadamente, mas depois eu percebi que ele também estava olhando. Ficamos os dois numa espécie de cumplicidade olhando quietos aquela cena maravilhosa que durou alguns minutos.

Depois que a Lúcia foi embora, nós nos olhamos e sorrimos e eu disse:

• Pô, eu sabia que a Lúcia é gostosa, mas é demais!
• É – ele respondeu – eu fiquei de pau duro e apertou o pau por cima da calça.

Eu também estava de pau duro por causa da Lúcia. Mas a partir daquele momento minha atenção tinha mudado para o pau do Valter. O pau dele era grande e gostoso, mesmo com a calça era possível imaginar aquela pica. Tive que me controlar pra não dar bandeira. É claro que eu nem imaginava que algum dia aquele homem absurdamente sério e completamente másculo poderia transar comigo. Minha atenção na pica dele se devia mais a vontade de ter uma lembrança pra bater punheta mais tarde.

Depois deste dia, eu passei a prestar atenção no Valter. Vi que ele tinha coxas grossas e uma bunda gostosa. Vi que ele era muito peludo e tinha cabelos grisalhos no peito. Os cabelos da cabeça eram completamente brancos.

Com o passar do tempo eu passei a fazer mais horas extras e era sempre voluntário quando ele queria alguém para ficar até mais tarde. Não tinha um real intenção de transar com ele, mas achava gostosa a sensação de ficar sozinho com ele no escritório.
Cada vez que ficávamos até tarde, íamos ficando mais amigos e nossa relação de amizade foi crescendo. Na frente do restante do pessoal, o Valter ainda mantinha uma fleima de chefão durão, mas quando estávamos só nós dois, havia um clima de cordialidade muito agradável e nós passamos a conversar sobre quase tudo enquanto trabalhávamos.

Uma certa noite, depois de meses desejando aquele homem nós acabamos transando, eu vou tentar me lembrar aproximadamente como foi.

No meio das muitas conversas que costumávamos ter, eu disse, talvez com alguma intenção subliminar:
• Quando você era jovem, certamente não tinha essa quantidade de gay que tem hoje em dia né?
• Ihhh! Rapaz. Tinha viado pra caramba. Sempre teve muito. É que antigamente era mais escondido.
• Mas naquele tempo só chamava de gay quem era passivo não é?
• Bom, agente não falava gay, falava viado mesmo, mas isso é verdade. Tinha sempre uns caras que davam ou chupavam e toda a molecada costumava comer os veadinhos.
• Todo mundo???
• É! Lembra que naquele tempo as menininhas não iam dando fácil que nem hoje. Se a gente queria comer, tinha que se satisfazer numa bichinha.
• Você chegou a comer algum viado?
• Vichsss! – Comi um montão. Eu não deixava passar nenhum. Oferecia eu já ia comendo. – Você nunca comeu viado?
• Quando eu era garoto, já era meio diferente. Acho que ainda tinha um pouco desse negócio de só quem dá é que é viado. Mas quem comia também acabava não contando pra ninguém.
• Então você nunca comeu um viado? – não sabe o que ta perdendo.
• Uai! – perdendo o quê?
• É gostoso comer mulher. Mas quando elas dão, as vezes tão pensando em casamento, em namoro e de vez em quando são meio reguladas. Não dão tudo. Viado não. quando o cara ta a fim de dar, ele dá tudo e fica fazendo tudo que você quer. Você nunca nem deu umas alisadas na bunda dos viadinhos na escola?
• Já. Isso eu já fiz.
• E você não achou gostoso?
• Na verdade Valter. Na minha rua tinha uma brincadeira de um passar a mão na bunda do outro. Primeiro era a vez de um, depois era o outro.
• Você deixava outros garotos passarem a mão na sua bunda.
• Olha lá em Valter! Isso era coisa de criança. Não vai contar pra ninguém.
• Pode deixar. Mas eu to meio curioso. Como é que vocês faziam.
• Na minha rua, quase todo mundo brincava disso. Depois do jogo de bola, geralmente a gente ia na casa de um cara chamado Laurindo e ficava de quatro. Aí a galera vinha, e cada um dava uma alisada na bunda.
• O time inteiro?
• É! – cada um tinha a sua vez de ficar de quatro e ninguém podia dizer que passou a mão e não levou também
• Você ficava de quatro de vez em quando?
• Ficava ué! – todo mundo ficava.
• Você gostava?
• Claro! E você não gostava de comer os viadinhos?
• Eu gostava, mas isso é diferente.
• É nada Valter. Na minha geração rolava muito troca-troca.
• Na minha também tinha, mas eu nunca fiz isso.
• Eu fiz. Na minha geração era mais comum.
• Vai me dizer que todo mundo fazia troca-troca?
• Não sei, mas tinha muita gente que fazia.
• Você chegou a deixar alguém te penetrar?
• Ué! Isso é que é troca-troca. Quem come depois tem que dar.
• Ah! Meu chapa isso é muito estranho
• Você não faz mais isso?
• Troca-troca?
• É – transar com outros homens.

Nesse momento eu fiquei em silêncio. Eu não tinha certeza se poderia perder o emprego ou até coisa pior. Mas eu decidi arriscar. Acho que eu nunca tinha sentido tanto medo na minha vida.

• Faço sim. Até hoje eu ainda faço sexo com outros homens. Eu sou viado.

Ele ficou quieto por algum tempo, enquanto eu estava de cabeça baixa, arrependido de ter me aberto daquele jeito para o meu próprio chefe.

• Se você quiser eu peço a conta. Mas não conta pra ninguém,por favor.
• Não, o seu comportamento sexual é problema seu. Não precisa se preocupar eu não conto pra ninguém e nem precisa pedir a conta.
• Obrigado Valter.
• Porque você me confessou isso?
• Ora! Porque uma pessoa confessa seus segredos. Eu tenho certeza que você sabe.
• Não, Não sei. Não é possível que um cara de trinta anos esteja querendo transar com um outro sujeito de sessenta.
• Valter, desde aquela vez que você me mostrou o seu pau duro, quando agente viu a calcinha da Lúcia eu não consigo pensar em outra coisa.
• Você sabe que eu não sou viado né?
• Sei, mas agora eu sei que você come viados. Se você me comer, eu prometo que faço tudo que você quiser. – Você lembra que você gostava de comer os viadinhos? – Pois é, eu sou muito mais desinibido que qualquer cara que você já comeu.
• Você faz tudo mesmo? Olha que eu já tenho muita estrada e tenho fantasias que ninguém quer realizar. Você faz tudo mesmo?
• Faço. É só pedir.
• Então vem cá.

Naquele momento eu abri um sorriso, que era inevitável de tanta felicidade. Levantei-me e fui até a mesa dele.

• Entra embaixo da mesa e fica me chupando

Ele afastou a cadeira e eu me alojei embaixo da mesa, de joelhos. Depois que ele retornou a cadeira ao lugar, eu coloquei a mão sobre o pau dele. Estava duro como pedra. Eu fiquei acariciando um pouco aquela pica e dava beijos por cima da calça.

• Vai. pode ir abrindo o zíper e chupando – ele disse

Não tive dúvidas, abri imediatamente o zíper da calça dele, desafivelei o cinto e abri a calça. Ele estava usando uma cueca samba-canção branca com botões. Já era possível ver o pau duro através da leve transparência da cueca. Não resisti e ainda esfreguei meu rosto na pica dele por cima da cueca, lambi e comecei a desabotoar a samba canção até que pude ver o cacete dele. Puxei para fora e caí de boca.

O pau dele era muito grosso e eu nunca tinha visto um pau com tantas veias. Aquela rola era surpreendentemente escura em contraste com a pele clara dele e a glande era um pouco mais clara, mas estava brilhando de tão dura. No orifício eu pude ver um pouco de gosma.

• Nossa – eu disse – já tem uma pouco de porra no seu pau!

Não esperei qualquer resposta e lambi aquela pouca gosma que estava na cabeça do pau dele. Imediatamente comecei a engolir a glande e acariciá-la com a língua para depois ir aprofundando a boca e começar a subis descer devagar. Tirando as vezes a rola para fora da boca, para em seguida afundá-la até quase na garganta, então ouvi ele dizendo:

• Vai. isso ta gostoso. Chupa, bicha.

Ouvi derrepente ele pegando o telefone e parei um pouco a chupada.

• Continua! Eu não mandei parar

Abocanhei a pica e continuei chupando. Enquanto ia ouvindo ele discando o telefone. Depois de algum tempo ouvi ele dizendo.
• Chama a sua vó que eu quero falar com ela – depois de algum tempo
• Oi Vera! Teve um problema aqui e eu acho que hoje eu vou voltar só de madrugada.

Ele ia falando e eu ficava chupando aquela rola gostosa, encantado por ouvir ele conversando com a mulher dele enquanto eu chupava. Depois que ele desligou, me mandou sair debaixo da mesa. Eu obedeci.

• Abaixa as calças – eu tirei rapidamente as calças e virei a bunda pra ele.

Senti a mão dele apertando as minhas nádegas com força e depois as duas mão estavam segurando a minha cintura. Arrebitei a bunda o máximo que eu consegui, até sentir o volume da pica dele sobre o meu rego.

• Liga pra sua mulher
• Não precisa, quando eu chego mais tarde ela sabe que eu estou trabalhando e se ela tiver alguma dúvida é só ligar pra cá.
• Liga pra ela. Você disse que ia fazer tudo que eu quisesse.

Percebi que aquela era uma fantasia dele, ele queria me ouvir falando com a minha mulher enquanto eu dava pra ele. Acho que não gostei muito daquilo, mas obedeci.

Liguei rapidamente para minha esposa e disse pra ela que ia chegar muito tarde, enquanto isso ele ficava enfiando o dedo no meu cu. Se a conversa com a minha esposa era meio estranha, a dedada foi uma delícia. Eu me esforçava ao máximo para arrebitar o rabo pra ele. E ele enfiou calmamente um dedo, depois dois e finalmente três dedos no meu cu.

È preciso saber que isto estava acontecendo por volta da dez da noite e não havia mais ninguém no prédio. Sabíamos que exatamente as dez, o guarda trancava a porta do prédio e isso já havia acontecido. Então ele me mandou tirar toda a roupa, e ao mesmo tempo abotoou a própria calça. Obedeci e nem comentei. Já tinha percebido que ele adorava dar ordens e eu, embora não tivesse um barato tão grande em obedecer, estava louco de desejo e queria realmente satisfazer qualquer fantasia dele.

Ele me mandou ir para o corredor e isso me deixou um pouco assustado, afinal as janelas do corredor não tinham persianas e alguém do lado de fora poderia me ver nu, junto com o Valter.

• Isso é perigoso, Valter. Alguém pode ver
• Um pouco de perigo faz bem.

Não discuti mais. Fui para o corredor e de lá pude ver todo o pátio de caminhões da empresa. Haviam pessoas andando lá perto da portaria, mas a distância era muito grande para que pudessem perceber que eu estava nu. Eu sentia o perigo da situação, mas aquilo me dava ainda mais tesão. Fui até perto da janela, vi que não tinha nenhum guarda no pátio em frente ao prédio administrativo e debrucei-me de modo a empinar a bunda para o meu macho. Ele novamente enfiou os dedos no meu cu, mas desta vez não foi preciso fazer devagar, os três dedos entraram logo de cara.

• Eu não não vejo a hora de dar o cu pra você. Seu pau é maravilhoso

Ele tirou o dedo do meu cu e me deu um leve tapa na bunda.

• Vai minha lindinha, vai pro banheiro

Foi a primeira vez que ele foi carinhoso comigo. Eu adorei

Eu fui andando na frente e ele veio logo atrás, acariciando a minha bunda enquanto eu andava. Eu aproveitava para andar sinuosamente, rebolando a maneira dos travestis. Entramos no banheiro e ele me mandou abrir o zíper dele e chupar. Obedeci. Depois ele tirou a própria roupa e ficou inteiramente nu, ele tirou as roupas enquanto eu chupava, mas eu não parei.

Depois que ele estava nu, afastei-me um pouco para olhar melhor o corpo dele. Era lindo, coxas grossas, peludas. Segurei-o pela cintura e voltei a chupar. Ele segurava meus cabelos e guiava o vai e vem da minha boca no pau. Eu estava ajoelhado, embaixo de um dos chuveiros (o banheiro era também um vestiário).

• Fica de quatro, eu quero comer seu cu.

Virei-me e coloquei as mãos no chão. Ele aproximou-se e começou a lamber o meu cu e eu ficava rebolando na língua dele.

• Ai Valter! Que delícia, como eu queria que você soubesse que eu sou gay.
• Daqui pra frente você vai poder levar rola sempre que quiser.
• Isso! Ai! Lambe. Enfia a língua. Deixa o meu cu bem molhadinho pra caber essa rola enorme.
• Você gosta de pica grossa?
• Adoro.
• Então eu vou te fuder.
• Fode. Fode que eu gosto. Mete até o fudo vai! enfia já que eu não to aguntando de vontade.

Senti quando a língua dele se afastou e as duas mãos seguraram minha cintura. Senti o peso dele se apoiando em mim para poder ficar ajoelha por trás. Senti a rola ainda molhada da minha saliva encostando no meu cu.

• Seu cu é muito apertado?
• Não Valter! Eu sou viado desde criança, já levei muita rola.
• Não parece quando a gente ta só trabalhando
• E agora? Parece que eu sou gay.
• Pô se parece. Eu nunca pensei que alguém pudesse sentir tanto prazer em dar o rabo.

Eu sabia que estava me arriscando sem camisinha, mas ele não iria usar camisinha mesmo. Mais tarde eu fiquei sabendo que ele era fiel a sua esposa nos últimos 20 anos, e que eu era o primeiro caso dele neste tempo todo.

• Enfia vai! enfia com tudo!
• Toma! Leva rola! É isso que você quer?

Senti aquela rola enorme entrar toda de uma vez. Deu só uma enroscadinha e doeu um pouco, mas depois entrou fácil. Nada como ser acostumado.

Enquanto ele me fodia, eu sentia as suas mãos na minha cintura. Senti que ele deixou io corpo todo parado e ficava me puxando pra frente e pra trás. Só o meu corpo é que se mexia, entrando e saindo daquela pica. Dei muito gostoso.

Quando o movimento começou a ficar mais intenso e rápido e quando eu já estava esperando a gozada no cu, ele tirou derrepente.

• Eu ainda não quero gozar – ele disse
• Ta bom! Me diz o que você quer, que eu faço.
• Lambe o meu cu

Aquela foi a maior surpresa que eu tive aquela noite, e uma das maiores da minha vida. Eu sei que parece normal que um cara normalmente ativo queira sentir um pouco do prazer passivo, eu mesmo já tinha vivido essa experiência outras vezes.

Mas, com o Valter era diferente. Ele não era apenas macho, ele era um cara sério. Ele me comia com tanta autoridade que nem me passava pela cabeça, sequer tentar passar a mão na bunda dele. Mas a verdade é que quando ele me pediu para lamber o cu dele, eu adorei.

Imediatamente eu virei ele de quatro pra mim e não perdi tempo, enterrei a língua com toda a força no cu dele. Fiquei lambendo o cu e enfiando a língua o mais fundo que eu conseguia e sem tirar a língua aproximei meu dedo do cu dele e enfiei de uma vez. Enfiei dois e depois três. Lambuzei meu próprio pau de saliva e encostei na porta do cu dele. Ele não disse nada. Enfiei devagar.

• Nossa! Ta doendo pra caramba. Vai devagar.
• Você nunca deu antes?
• Não. Vai devagar comigo que é minha primeira vez.

Aliviei um pouco, mas não tirei tudo. Fui enfiando lentamente outra vez, até que eu consegui meter inteiro. Depois comecei a fazer um tira-põe bem devagar no cu dele e então ajudei ele a se erguer um pouco e colocar as mãos na parede. Fiquei metendo por trás e comecei a bater uma punheta pra ele. No começo o pau estava meia bomba (acho que foi por causa da dor) depois o pau começou a endurecer outra vez. Nem bem eu tinha começado e ele disse:

• Ai que gostoso! Eu vou gozar com o seu pau no meu cú.
• Goza meu gostoso. Eu to adorando te fuder. Vai goza!

Senti o pau dele ficando absurdamente duro na minha mão e coloquei a mão esquerda na frente da cabeça do pau dele. A porra saiu forte e em grande quantidade, encheu a palma da minha mão. Assim que ele tinha acabado de gozar, tirei o pau do rabo dele e mostrei a minha mão cheia de porra. O olhar dele estava fixo na minha mão e me viu (pude perceber seu olhar de surpresa e talvez um pouco de nojo) lamber a palma mão e beber toda a porra que ele havia gozado.

• Você ainda não gozou, não é?
• Tudo bem eu posso terminar batendo uma. Você pode passar a mão na minha bunda enquanto eu bato punheta?
• Cara! Me desculpe! Eu to me sentindo meio esquisito. Eu nunca pensei que eu fosse chegar tão longe. Minha fantasia era só levar uma lambida na bunda. Era só isso que eu queria. – Ele foi falando enquanto vestia as calças.
• Você não gostou?
• Não é isso. Quando a gente começou era pra você ser o viado, não eu e eu gozei dando o cu.
• Tudo bem Valter. Ninguém precisa saber.
• Eu sei, você sabe. Isso já me incomoda.
• Você quer que eu faça alguma coisa pra você perceber que você ainda é o macho da dupla?
• Acho que não tem jeito, foi você quem me comeu enquanto eu gozava.
• Termina de me comer. Eu dou. E vou adorar.
• Não tem jeito, já ta mole.

Naquele momento eu me lembrei de uma coisa que eu tinha ouvido falar e pensei. – Não existe nenhuma forma de uma pessoa se submeter a outra de forma mais completa. Eu sabia que aquilo iria recuperar a alto estima de macho dominante dele. Eu tinha um pouco de nojo, mas tudo bem, eu ia fazer isso pra ele.

• Valter. Você já ouviu falar em chuva dourada?
• Não
• Mija em cima de mim.
• Que é isso, cara!
• Se você quiser, eu fico ajoelhado ali embaixo do chuveiro e você fica em pé mijando em cima de mim. Eu deixo.
• Isso é muita humilhação cara! Não precisa fazer isso.
• Mas eu quero. Eu nunca fiz e queria que você fosse o único homem a mijar em cima de mim.
• Tem certeza que você curte isso?
• Eu quero ser seu.
• Então fica lá.

Ajoelhei embaixo do chuveiro, mas não abri a torneira. O Valter tirou novamente a calça e ficou em pé diante de mim. O pau dele que estava bem mole quando ele começou a tirar a calça já estava meia bomba.

• Posso dar mais uma chupada antes de você mijar?
• Vai. Chupa.
Caí de boca até sentir que o pau dele já estava no máximo possível. Não ficou totalmente duro, mas estava mais pra dura que pra mole. Ajoelhei-me novamente, sentado sobre os calcanhares.

• Mija na sua bicha.

Ele segurou o pau na mão e apontou diretamente para o meu peito. Vi e logo em seguida senti o jato de urina quente escorrendo sobre o meu corpo, o cheiro era forte mas não chegava a ser desagradável.

• Mija na minha cara – falei fechando os olhos

Senti o jato no meu rosto e no meu cabelo. A urina escorria e eu comecei a bater punheta enquanto ele mijava. Poucos instantes depois, abri os olhos ao sentir que o jato já não caia sobre mim. Vi que ele já tinha parado de mijar e continuei batendo punheta ao mesmo tempo em que avançava em direção a pica dele com a boca. Comecei a chupar com força na intenção de sentir o sabor da urina. Esperava que uma única gota ainda tocasse a minha língua. Para minha surpresa, no exato instante em que eu chupava e gozava, e soltou mais um forte jato de mijo dentro da minha boca. Cuspi a maior parte, mas apesar de todos os perigos (não recomendo que ninguém faça isso) acabei engolindo um pouco.

• Desculpa, eu não pensei que ainda tinha tanto mijo – ele dizia enquanto eu cuspia
• Tudo bem. Eu gostei.

Chupei novamente a pica mole dele, abraçando-o pela bunda. Quando terminei lhe disse.

Valter. Você me deu a sua virgindade anal. O que eu te dei foi mais que uma virgindade. Eu nunca tinha pensado em deixar alguém fazer isso comigo e nunca mais vou permitir outra vez , mas pelo resto da minha vida, levarei comigo a lembrança de que você mijou em mim e que eu gostei.

Levantei-me do chão e dei um leve beijo na boca dele. Ainda ficamos juntos até que ele se aposentou, seis anos depois. Nossas transas ocorriam raramente mas sempre eram muito intensas. Ele se acostumou a alternar-se entre ser ativo e passivo e nunca mais houve chuva dourada.

Sunday, July 19, 2015

Diversidade humana, diversidade social.




A HOMOSSEXUALIDADE NA ÁFRICA ANCESTRAL: KATUMUA


Este texto é comum na net, desde 2004 quando o vi a primeira vez. São onze anos e aproveito sua popularidade agora para inaugurar nos meus escritos e citações a questão da diversidade sexual humana. Começar pela África é um alento, amo meu continente e ainda vivo na diáspora como todos os  negros do mundo. Este texto é lindo pela naturalidade da compreensão do amor homo. É a natureza na sua sabedoria que divide as pessoas assim, não nos cabe julgar. Contarei casos incríveis, relações assombrosas e fantásticas. Acompanhem apartir desta postagem. Nem sempre casos, as vezes uma literatura, uma musica diversa, mas este espaço é para casos de dor, alegria, vida, morte, gerais e sexuais, sobre o amor que não ousa dizer o seu nome, leiam:


Kurt Falk, um antropólogo alemão, escreveu sobre a vida entre duas pessoas do mesmo sexo em "certas tribos de Angola" em 1923. Ele escreveu sobre dois grupos, os Wawihe e os Ovigangellas que tinham níveis diferentes de prática e aceitação do amor entre pessoas do mesmo sexo. Ele diz que entre os Wahihe não somente os jovens mas também "os homens adultos se gratificam destas maneiras".

O antropólogo esclarece que a existência deste tipo de atração geralmente era negada na presença de estranhos como ele mas depois de ficarem bem conhecidos e acostumados com ele a maioria dos homens admitia que tinham um parceiro sexual masculino. A língua tinha várias palavras que caracterizavam a diferença entre "amigo não sexual" e "amigos sexuais" [Nota: o plural neste caso traduzido verbatim].

Por outro lado, entre os Ovigangellas existiam rituais bem elaborados para um homem poder pedir ao pai de um outro rapaz pela sua mão em troca de algum presente.

O pai geralmente concordava e daí os dois homens eram reconhecidos como duas pessoas em relacionamento. Eles também se mudavam juntos numa cabana própria. Mesmo depois do casamento do homem mais velho, o homem mais jovem ficava com seu amante até que ele mesmo decidia que queria se casar.

Neste caso o jovem era devolvido ao seu pai. Então, o homem mais velho procurava um novo "katumua" e o homem mais jovem também escolhia um novo namorado depois de casado, sendo isso o seu desejo.

Falk conta a história de um soldado africano que foi punido por um sargento branco (i.e. de origem européia) que estava de plantão por ver ele paquerar um outro soldado [masculino].

Mais tarde o sargento teria perguntado o soldado porque ele não tinha procurado uma mulher para se gratificar sexualmente ao que o soldado prontamente respondeu: Meu caro sargento, o senhor por acaso não sabe que existem homens que desde jovens não pensam em mulheres e outras pessoas mas somente se sentem atraídos por outros homens? Porque é que eles devem ser punidos agora em sua maturidade, agora que são adultos? Além do mais, se você os perguntar, eles não irão saber explicar porque é que Deus os fez assim como são – homens que amam homens.

Fonte: Rapazes Esposas, Maridos Femeninas (Boy Wives, Female Husbands) editado por Stephen O. Murray e Will Roscoe (New York, St. Martin's Press, 1998)